BCV vai ser informado na devida altura sobre a criação do Banco Sino-Atlântico – ministro Finanças

 

Cidade da Praia, 08 Jun (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia disse hoje que o memorando de entendimento para abertura de um novo banco no país, anunciado segunda-feira, é apenas uma intenção e que na devida altura o banco central vai ser informado sobre o projecto.

“O banco ainda não foi criado, há uma intenção de um investidor no sentido de se criar uma instituição financeira de investimento em Cabo Verde. É claro que depois haverá um processo administrativo de apresentação dos projectos nos termos da lei”, explicou o ministro à margem da reunião do Conselho Coordenador do MCA-Cabo Verde II.

Segundo o ministro nos termos da lei é o Banco de Cabo Verde (BCV), a instituição que vai apreciar e autorizar ou não a constituição do referido banco proposto pelo empresário de Macau, David Chow.

“O BCV na devida altura, como óbvio, será informado quando o projecto for apresentado globalmente. Está tudo a ser bem encaminhado”, esclareceu Olavo Correia.

O ministro das Finanças sublinhou que para Cabo Verde é importante ter mais instituições financeiras, sobretudo bancos de investimentos, de forma a que o país possa obter mais créditos para o sector privado, mais estímulo à economia e às empresas.

“É importante ter mais instituições financeiras para que possamos produzir, inovar, exportar, criar mais empregos e gerar mais rendimentos para todos os cabo-verdianos”, realçou o ministro.

O empresário de Macau, David Chow assinou a 31 de Maio um memorando de entendimento com o Governo de Cabo Verde para abrir um banco no arquipélago, onde também está a construir um empreendimento turístico com casino.

O banco vai ter a denominação de Banco Sino-Atlântico e vai ficar localizado na Cidade da Praia, tendo como objectivos “contribuir para o desenvolvimento do sistema financeiro da República de Cabo Verde, dar apoio às pequenas e médias empresas do País, facilitar os pagamentos locais e internacionais” e “apoiar a política monetária” do Governo cabo-verdiano.

A empresa de David Chow tem agora o prazo de seis meses para apresentar junto do Banco de Cabo Verde um projecto e o pedido para a constituição e abertura do Banco Sino-Atlântico.

JL/FP

Inforpress/Fim

 

 

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