BCV diz que dinâmica “acelerou” e que o crescimento económico do Pais em 2018 foi de 5,5 %

Cidade da Praia, 19Abr (Inforpress) – O Relatório da Política Monetária feito pelo Banco de Cabo Verde (BCV) indica que a dinâmica da actividade económica nacional acelerou em 2018 em volume de 5,5 por cento (%)  face aos 4,0 % registado em 2017.

Segundo o mesmo documento a que a Inforpress teve acesso, este crescimento foi favorecido pelos efeitos da “contínua implementação de reformas na administração tributária” e “regimes especiais de recuperação de dívidas fiscais”, bem como pelo “contexto externo”.

“A aceleração do crescimento económico foi determinada, do lado da procura, pela dinâmica do sector público (impostos líquidos de subsídios e administração pública) e, do lado da oferta, pelo contributo positivo da procura externa líquida”, lê-se no documento que realça que tal crescimento está de acordo com as estimativas das contas nacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entretanto, diz o relatório que a inflação média anual, mantendo a tendência ascendente iniciada em Fevereiro de 2017, fixou-se em 1,3 %, em Dezembro de 2018.

“Os efeitos directos e indirectos do aumento dos preços das matérias primas energéticas nos mercados internacionais, a par da redução da produção local de frescos, foram determinantes para o aumento da inflação nacional”, afirma.

De acordo com o Relatório da Política Monetária as contas externas também melhoraram devido, de entre outros factores, à “redução do défice comercial de bens e serviços” e à “diminuição dos rendimentos pagos aos investidores não residentes”.

O relatório do BCV avança ainda que as reservas internacionais líquidas do país registaram um aumento de cerca de oito milhões de euros, passando a garantir cerca de 5,6 meses de importações de bens e serviços.

“A oferta monetária cresceu 1,7% na sequência da redução das disponibilidades líquidas sobre o exterior dos bancos e do aumento moderado do crédito ao sector privado”, sintetiza o documento.

As contas públicas, segundo o relatório, tiveram um melhor desempenho tendo o défice global reduzido de 3,1 para 2,6 % do Produto Interno Bruto (PIB). Já o stock da dívida pública, excluindo os Títulos Consolidados de Mobilização Financeira, reduziu dos 126,6 para 123,4 por cento do PIB.

Para o ano de 2019, o Relatório da Política Monetária diz que os “desenvolvimentos económicos recentes” e as expectativas de “aumento de estímulos orçamentais” expressos no Orçamento do Estado, favoreceram uma revisão em alta das projecções de crescimento económico em 2019, de 4,7 para 5,2 por cento.

No concernente à inflação, o documento refere que as expectativas apontam para uma inflação média anual, para o final do ano, na ordem dos 0,9 %, abaixo dos 1,4 % projectados em Outubro de 2018. Isto devido às perspectivas de “queda significativa dos preços das matérias primas” nos mercados internacionais e a “tendência mais recente da queda dos preços de bens alimentares não transformados”.

No relatório em apreço, o Banco de Cabo Verde garante que vai manter, nos próximos meses, a actual orientação de política monetária, “permanecendo atento à eventual materialização de riscos, ainda que remotos, à evolução das reservas internacionais do país e acompanhando a evolução económica e financeira relevante a nível interno e externo, de modo a tomar as medidas correctivas necessárias”.

Assegura ainda que o aperfeiçoamento dos mecanismos de transmissão monetária continuará a merecer uma “especial atenção”.

CD /FP

Inforpress/Fim

 

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