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BCV considera que nova legislação vai exigir novo comportamento e atitude das Instituições de Microfinanças (c/áudio)

Cidade da Praia, 29 Nov (Inforpress) –  O responsável do Gabinete de Supervisão das Instituições de Microfinanças do Banco de Cabo Verde considerou hoje que a inscrição das Instituições de Microfinaças (IMF) no Banco Central vai exigir um novo comportamento e atitude por parte das organizações.

João Fidalgo falava em declarações à imprensa, à margem de uma Conferência Nacional de Microfinanças, que acontece no âmbito da VI Semana Nacional de Microfinanças, que arrancou no dia 26 e vai até sexta-feira, 30.

Promovida pela Associação Profissional das Instituições de Microfinanças em Cabo Verde (APIMF-CV), esta semana, que acontece sob o lema “Juntos pela transformação e profissionalização das instituições de microfinanças de Cabo Verde”, debate hoje a questão do Refinanciamento das IMF e a relação com a Banca e outras fontes de financiamento”.

Com a entrada em vigor da nova legislação e regulamentação das instituições de microfinanças, a partir de 1 de Janeiro de 2019, as IMF são obrigadas a fazer a segregação das funções de natureza social para instituições de natureza de microfinanças.

Segundo João Fidalgo, esta tarefa vai exigir mudanças de comportamento e atitude por parte das instituições, que vão ter “novo modelo de negócio, nova forma de gestão e nova cultura em relação ao Banco Central”, pois passarão a prestar contas e a adequar internamente o seu modo de funcionamento.

“Julgo que o problema de recursos limitados em termos de financiamento, esse novo modelo vai facilitar o acesso ao fundo das IMF e, por outro lado, não é apenas a situação de recursos financeiros, mas também o importante é o comportamento organizacional, a par da atitude e do modelo de governação que vai exigir das IMF”, disse.

Para além de mudanças institucionais, indicou, é necessário apostar em acção de formação e de capacitação para todos os integrantes das instituições de microfinanças para poderem se adequar à nova legislação e para que funcionem com sustentabilidade.

Ao garantir a sustentabilidade do sistema financeiro mais inclusivo, ajuntou, as IMF estarão em condições de atrair mais investidores para a área de microfinanças.

Para o presidente da Associação Profissional das Instituições de Microfinanças em Cabo Verde (APIMF-CV), Jacinto Santos, a regularização exige um esforço sistemático de formação e de capacitação dos recursos humanos, assim como de inovação e de infra-estruturas tecnológicas para que a profissionalização “não resulte do agravamento de condições de acesso ao crédito e no repassamento dos custos para os clientes”.

Neste sentido, afirmou, é necessário que a associação, o Governo e o BCV criem e operacionalizem um plano de formação e de assistência técnica nos primeiros cinco anos de funcionamento das instituições em processo de transformação.

Ouvido pela imprensa, o presidente da Associação Fami-Picos, em São Salvador do Mundo, Carlos Vaz, disse que a partir de Janeiro vão passar a ser designados de Fami-Picos – Mutualidade de Poupança e Crédito.

Com a legalização das suas funções como instituições de microfinanças, disse que vão procurar dar respostas, dentro do contexto familiar e organizativo, para melhorar a vida dos associados.

Durante a VI Semana Nacional de Microfinanças será apresentada um “Estudo final sobre o Mercado das Microfinanças em Cabo Verde” e ainda será debatida a questão de “Novas tecnologias como forma de inclusão financeira, educação financeira e redução dos custos”.


AM/ZS

Inforpress/Fim

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