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BCA diz que prémio de produtividade “não foi aprovado pelos accionistas”

Cidade da Praia, 19 Dez (Inforpress) – O Banco Comercial do Atlântico (BCA) reagiu através de comunicado ao anúncio de greve dos trabalhadores, negando que a decisão de atribuição do prémio de produtividade tenha sido aprovada na assembleia-geral dos accionistas, realizada em meados deste ano.

No documento enviado à Inforpress, a administração do BCA adianta que as afirmações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras de Cabo Verde (STIF) que anunciou a greve são “infundadas e incorrectas“ e lesam a “boa imagem e o bom nome” da instituição.

“Não corresponde à verdade que a assembleia-geral dos accionistas, que decorreu no passado mês de Junho, tenha decidido o pagamento do prémio de produtividade aos colaboradores, dado que este assunto não constava da agenda”, refere o comunicado.

A mesma fonte adiantou ainda que a definição da remuneração variável para os colaboradores do BCA obedece a regras estabelecidas, no âmbito do grupo financeiro em que está integrado – o Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) – e que está condicionada pela conjuntura de pandemia que se vive actualmente.

Igualmente, adiantou, “não corresponde à verdade que o BCA não tenha cumprido com o acórdão do Tribunal”.

No passado dia 16, o  presidente do STIF, Aníbal Borges  tinha anunciado  que os trabalhadores do BCA podem partir para uma greve, a nível nacional, “ainda este ano”.

Em causa, segundo avançou à Inforpress Aníbal Borges, está “o não pagamento do prémio de produtividade” sobre os resultados de 2019, que foi aprovado pela assembleia-geral dos accionistas em meados deste ano.

“Segundo informações da comissão executiva o assunto está ainda dependente do Grupo Caixa Geral de Depósito, maior accionista, o que nós não concordamos porque na verdade se a decisão foi tomada em assembleia-geral de accionistas, a Caixa Geral é apenas um accionista, portanto não podia opor e se tivesse de opor poderia o ter feito na assembleia e não agora”, precisou o sindicalista.

Outras motivações para o STIF avançar com a greve, apontou, é o congelamento salarial desde o ano de 2015, a suspensão da moratória sobre os créditos pela comissão executiva anterior e cortes de alguns direitos dos trabalhadores nos cuidados de saúde prestados pelo banco aos trabalhadores do sistema privativo.

Por último, mencionou “o não cumprimento integral” de um acórdão do Tribunal de Relação do Sotavento em relação ao processo ganho pelo STIF em representação dos trabalhadores afectos ao fundo privativo de pensões.

MBB/AM//AA

Inforpress/Fim

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