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Bastonário pede “política centralizada” para que haja formação contínua dos médicos (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O bastonário da Ordem dos Médicos de Cabo Verde (OMCV), Danielson Veiga, pediu uma “política centralizada” para que haja formação contínua dos médicos, alegando que estes profissionais não recebem um salário em condições para custear a própria formação.

O médico-cirurgião falava à imprensa, à saída de um encontro com a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, quarta-feira, na Cidade da Praia, com quem abordou a situação laboral da classe médica.

O bastonário lembrou que todas as pessoas, inclusive os próprios médicos, são utentes da saúde. Por isso, segundo ele, se se quer uma saúde de qualidade, deve-se investir na saúde, mas, sobretudo, na formação dos médicos.

“Em toda parte do mundo o médico tem que fazer formações e actualização anualmente, pelo menos, participar em congressos lá fora. Aqui em Cabo Verde temos casos interessantes para discussões e apresentações lá fora mas não temos tido essa oportunidade porque médico não tem um salário em condições, não pode custear a sua própria formação”, criticou, afirmando que a parcela do Orçamento do Estado, de “apenas 35 mil contos”, que vai para a formação técnica de saúde “não faz sentido”.

Por causa disso, Danielson Veiga defendeu que tem que “haver uma política centralizada para que haja uma boa formação”, porque a formação médica contínua é uma política internacional obrigatória.

“Eu, por exemplo, estou formado há cerca de 24 anos, mas de certeza mais de 30 por cento daquilo que eu estudei hoje já não se pratica. Então, se eu não for lá fora e não tiver uma formação adequada poderei estar a fazer alguma coisa que hoje já não se faz”, explicou o bastonário realçando que “há médicos com muita vontade” e universidades em Portugal, Brasil e outros países também “com muita vontade de receber médicos cabo-verdianos para formação”.

Além da falta de formação contínua, um dos problemas que também afecta a classe médica, principalmente os recém-formados, é o atraso, muitas vezes de até dois anos, na atribuição das equivalências.

Sobre este particular, o bastonário anunciou que o Ministério de Educação só atribui a equivalência depois do aval de um colégio de médicos “com reconhecida experiência” e formados na mesma especialidade com o recém-formado.

Por isso, assegurou que a sua direcção, recém-eleita, vai fazer encontros com os colégios de médicos, com a responsabilidade de analisar e dar o parecer sobre os diplomas, e autorizar a criação de novos colégios para dar andamento aos processos dos recém-formados.

Já para os formandos em ginecologia e medicina interna as equivalências “tem saído muito rapidamente” porque os colégios estão formados, esclareceu.

CD/CP

Inforpress/Fim

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