Banco Mundial vai disponibilizar a Cabo Verde cerca de 180 milhões de dólares nos próximos dois anos –ministro

Cidade da Praia, 29 Mar (Inforpress) – O Banco Mundial (BM) vai disponibilizar ao País cerca de 180 milhões de dólares nos próximos dois anos para apoiar Cabo Verde a nível da ajuda orçamental, transição energética e no Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA).

O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro, ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e Ministro das Economia Digital, momentos antes de presidir a mesa-redonda de alto nível sobre o tema “A crise internacional e o seu impacto na Economia Africana: perspetiva actual e futura”, que teve como orador o director executivo do Banco Mundial, Alphonse Kpuagou.

Olavo Correia explicou que se trata de empréstimos concecionais com taxa de juros baixa, taxa de amortização de mais de 30 anos, que, segundo o ministro, são perfeitamente adaptáveis às condições da economia cabo-verdiana e fundamentais para dinamizar e diversificar a economia e garantir um “envelope muito forte” para a inclusão social, combate à pobreza extrema e redução da pobreza absoluta e desenvolvimento do capital humano.

Para o vice-primeiro-ministro, neste momento, Cabo Verde terá de fazer bem e rápido para recuperar o tempo perdido imposto pela crise da covid-19 nos últimos dois anos.

Segundo o governante, neste sentido o País terá de garantir um quadro macroeconómico estável, criar as condições para continuar com as reformas económicas e cumprir com tudo aquilo que estó no seu programa de governação.

“A avaliação dos projectos em Cabo Verde é muito positiva e excelente, nós somos os melhores ao nível do Banco Mundial, isso dá-nos um suporte para irmos mais longe e conseguimos um aumento substancial para os próximos dois anos de quase 180 milhões de dólares”, apontou o ministro.

Por outro lado, o Governo terá de mobilizar ainda cada vez mais recursos para os “projectos estruturantes catalíticos” para que Cabo Verde possa fazer face a esse desafio de recessão económica, “retomar a actividade económica e voltar a crescer de forma inclusiva, envolvendo todas as ilhas, todos os homens, todas as mulheres de Cabo Verde no País e na diáspora”

O governante reconheceu que neste momento é necessário gerir o País para fazer face aos desafios actuais como o aumento de preços de produtos energéticos, bens essenciais e de primeira necessidade para dar respostas efectiva, mas também em relação ao aumento da pobreza extrema e absoluta.

“Temos de ter um pacote social muito forte e estamos a montar este pacote social cada vez mais forte e temos de apostar na retoma da actividade económica olhando para o turismo, para a economia azul, verde, digital para diversificar a economia e podermos criar um quadro de crescimento que seja mais diversificado, mais resiliente e que tenha a capacidade para fazer face aos choques internos e externos”, mencionou.

Na ocasião, assegurou que a dívida pública cabo-verdiana é sustentável, mas reconheceu que é preciso trabalhar num quadro a médio prazo para garantir uma trajetória de redução da dívida pública em percentagem do PIB.

Por seu turno, o director Executivo do Banco Mundial para Cabo Verde, Alphonse Kpuagou, disse que para relançar a sua economia Cabo Verde deve diversificar a sua economia, investir na juventude, organizar o sector privado e planificar para uma boa relação entre o sector privado e o público.

“Cabo Verde é um dos países com a melhor avaliação do Banco Mundial a, a nível da saúde, souberam gerir muito bem os problemas sanitários e o processo de vacinação”, constatou Alphonse Kpuagou, considerando que o arquipélago tem potencial no sector do turismo e dos transportes.

Alphonse Kpuagou, que esteve também na ilha de Santo Antão, assegurou que o Banco Mundial vai continuar a apoiar o Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) uma vez que tem tido um impacto estrutural no País.

AV/JMV
Inforpress/Fim

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