Banco Mundial e Governo recolhem subsídios para criar plano de contingência para resiliência nos transportes  

Mindelo, 19 Nov (Inforpress) – A equipa de Gestão de Riscos do Banco Mundial realizou, no Mindelo, um workshop sobre “Resiliência climática nos transportes em Cabo Verde”, para identificar riscos que podem afectar os transportes no país e criar formas de minimizá-los.

O workshop, desenvolvido em articulação com o Projecto de Reforma do Sector dos Transportes, o Ministério do Turismo e Transportes e Economia Marítima, tem como objectivo explorar formas de implementar uma assistência técnica em transportes resilientes em Cabo Verde para identificar os riscos naturais que podem impactar nessa área e criar instrumentos para que os governantes possam decidir.

Em declarações à Imprensa, o consultor do Ministério da Economia Marítima, José Fortes, explicou que Cabo Verde “está sujeito à questão dos furacões”, que nascem ao sul ou sudoeste do país que, eventualmente, “podem chegar no país com a categoria 1 provocando ventos e ondulações fortes que podem destruir algum porto.”

Com isso, acrescentou, deixa-se de ter infra-estrutura para o desembarque de mercadorias “no seu estado normal” e o país necessitar de navios ’landing craft”,  que são barcos que vão até às praias para desembarque ou embarque de mercadorias.

“Se chegarmos a esse nível é preciso termos um plano de contingência para rapidamente termos um navio com essas características aqui em Cabo Verde para actuar no momento que for preciso,” clarificou.

Por isso, conforme José Fortes, o primeiro passo deste workshop é desenhar o plano de contingência para actuar nos sectores que são “transversais” ao problema da resiliência nos transportes, casos do “abastecimento das ilhas, da mobilidade de pessoas e mercadorias” e, sobretudo, para não perder os “altos investimentos” em infra-estruturas de transportes, nomeadamente aeroportos, portos rodovias.

Antes, referiu o consultor,  espera-se ter uma primeira análise destes sectores de transporte no mês de Março ou Abril de 2020, para que a partir dessa data se comesse a desenhar o plano de contingência global para a resiliência dos transportes em Cabo Verde que, a seu ver, terão também ter aspectos ligados à economia e à alimentação.

O plano de contingência, segundo José Fortes, será um documento com orientações nas quais os governantes podem decidir e minimizar os riscos que os transportes marítimos, rodoviários e aéreos estão sujeitos em caso de catástrofes naturais.

Segundo o consultor do Banco Mundial, Frederico Pedroso, Cabo Verde é um país que tem uma exposição “significativa” aos chamados perigos naturais, como a questão dos ciclones tropicais, da elevação do nível do mar e ainda dos próprios processos geodinâmicos.

Por isso, lembrou que não se pode arriscar a questão da segurança alimentar nem a questão da dependência de combustíveis.

Pelo que defendeu que “é necessário que a logística do país esteja bem preparada” para conseguir adaptar-se frente a “essas alterações e pressões” desses eventos naturais.

CD/AA

Inforpress/Fim

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