Banco de Sangue do HUAN almeja uma sociedade mais consciencializada em relação à dádiva voluntária de sangue (c/vídeo)

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) – A técnica responsável substituta do Banco de Sangue do HUAN afirmou hoje que gostariam de ter uma sociedade mais consciencializada em relação à dádiva voluntária de sangue para manter a qualidade de vida de pessoas que dela dependem.

Jaquelina Furtado fez estas declarações, em entrevista à Inforpress, a propósito do Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorada a 14 de Junho, este ano sob o lema “Doar sangue, um acto de solidariedade, junte-se ao movimento e salve vidas”.

Segundo informou, o Banco de Sangue do Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, tem inscrito 23 mil doadores, dos quais cerca de 2.000 são doadores regulares, alguns doam mais regularmente, até 3 a 4 vezes ao ano, e outros em intervalos mais longos.

Para esta responsável, a intenção é conseguir ter doadores voluntários fidedignos, porque, informou, neste momento a afluência à doação tem sido razoável, mas gostariam de ter um pouco mais de voluntários que se dedicam a esta causa.

“Porque o objectivo da OMS para doação de sangue é ter pelo menos 1% da população doador voluntário, o que está a ser difícil. Ainda não chegamos nem à metade, infelizmente, mas acreditamos que com novos trabalhos que estão a ser feitos, futuramente poderemos aproximar desta percentagem”, frisou.

Em média, indicou, o HAN tem recebido seis a dez doadores por dia, mas, avançou que nos últimos dias a afluência tem crescido graças à organização de algumas colheitas, tendo em conta a programação do mês de Junho, dedicado à dádiva da doação de sangue.

“O que gostaríamos é que a sociedade estivesse mais consciencializada em relação à dádiva voluntária de sangue, sendo que o sangue é um bem humano que não conseguimos comprar, pois depende da boa vontade de cada pessoa para manter a qualidade de vida de outras pessoas que dependem dela de forma crónica ou para salvar vidas no caso de emergência”, afirmou.

Comparativamente há dois anos, com a pandemia, afiançou que a afluência à doação tem normalizado e que os doadores regulares não deixaram de doar sangue neste período, e que ninguém morreu por falta dele.

“Graças a Deus nos casos de emergência conseguimos sempre ter o estoque para socorrer as pessoas de imediato”, disse, ao mesmo tempo que lamentou o facto de depois da transfusão nestes casos, tenham de recorrer a outros meios como contactar doadores ou pedir ajuda de familiares, para reposição de estoque.

Para conseguir mais doadores voluntários, o Banco de Sangue do Hospital Agostinho Neto tem apostado na realização de palestras nas escolas, na sensibilização de grupos nas comunidades, para divulgar a importância da dádiva de sangue e recrutar mais doadores, porque, conforme Jaquelina Furtado, a demanda tem sido maior do que a doação.

Neste sentido, apelou para que as pessoas doem sangue sem medo, desde que sejam saudáveis, maiores de 18 anos, pesem mais de 50 quilogramas, justificando que doar sangue não faz mal a ninguém. Assegurou que nas próximas 72 horas após a doação, o organismo trabalha na reconstrução de todos os constituintes sanguíneos.

Em termos de transfusões, o Banco de Sangue fez 2.448 em 2021, e este ano até agora já efectuou 1036 transfusões.

As pessoas que mais recebem, indicou, são doentes crónicos, nomeadamente pessoas com anemia que recebem o sangue regularmente, todos os meses, casos de abortos provocados que consumem muita quantidade de sangue, casos de acidentes, cirurgias programadas e doentes oncológicos.

Para assinalar a data, esta estrutura do HAN tem realizado um conjunto de actividades, das quais se destacam, uma marcha promovida em parceria com a Associação dos Doadores Voluntários da Praia, e demais parceiros, como forma de sensibilizar o envolvimento da comunidade praiense para esta causa, e algumas doações organizadas em colectivo com algumas empresas.

Uma sessão de entrega de certificados e brindes também faz parte da programação, e deve acontecer esta terça-feira, a partir das 14:00, em frente ao Banco de Sangue no referido hospital, contando com alguns discursos. Antes, no período de manhã prevê-se um acto de doação em frente ao mesmo edifício.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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