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BAD aponta inclusão e resiliência como novos elementos da cooperação com Cabo Verde

Cidade da Praia, 01 de Mar (Inforpress) – A inclusão e a resiliência foram apontadas hoje pelo economista do BAD para Cabo Verde, Joel Muzima, como sendo as novidades do documento estratégico de cooperação com Cabo Verde para o período 2019/2023.

Joel Muzima fez esta afirmação hoje no âmbito de uma missão do BAD que se encontra no país para a preparação do documento estratégico de cooperação entre esta instituição financeira e Cabo Verde para o período 2019-2023.

Conforme o economista, as infra-estrutura e a governação vão continuar a ser os pilares do documento em fase de elaboração. Contudo, realçou que há a necessidade de reajustar as estratégias para os próximos cinco anos.

“O crescimento económico está a recuperar, mas uma das constatações é que há uma necessidade de se garantir maior inclusão. Ninguém deve ficar atrás”, anotou, indicando que uma das formas de garantir essa inclusão é através do financiamento integrado em sectores como a agricultura.

Por outro lado, salientou que o crescimento não dever ser só elevado, mas tem de ser inclusivo, contribuir para a criação de empregos sustentáveis, particularmente para os jovens e para as mulheres.

“A nova estratégia tem de ser uma estratégia sensível ao género. Ao apoiarmos a agricultura, projectos de geração de energia limpa, sistema de transporte integrado, todos eles contribuem para minimizar os desafios que as mulheres enfrentam no dia-a-dia, nas suas actividades, não só no sector doméstico, como também no sector industrial”, explicou.

Na sua perspectiva, o país precisa de uma agricultura que permita ao país não só produzir localmente, mas substituir gradualmente as importações, fornecendo produtos ao mercado turístico que actualmente importa cerca de 80% dos alimentos e alguns serviços.

“Portanto, há que reverter esse quadro, para ver se conseguimos poupar divisas e reinvestir na economia nacional”, afirmou.

Outro elemento novo, apontou, tem a ver com o maior enfoque na resiliência. É que segundo indicou, uma avaliação externa mostrou que o BAD, nos últimos cinco anos, não tomou em conta os aspectos das mudanças climáticas não só em termos de financiamento como também em termos de alcance.

“Por isso, a questão da resiliência será um foco na nova estratégia. Todos os projectos na área de energia, dos transportes, na agricultura terão essa componente das mudanças climáticas como foco”, reforçou.

Joel Muzima informou, entretanto, que devido ao aperto fiscal em que o BAD se encontra, não poderá fazer tudo sozinho, estando desde já em diálogo com outros parceiros de Cabo Verde, nomeadamente a União Europeia, o FIDA, a FAO para co-financiarem os projectos que pensa implementar em Cabo Verde

“Trata-se de uma lista preliminar, mas está em linha com aquilo que são as prioridades do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) e vai ser aprimorada porque a estratégia só será aprovada em finais de Junho”, informou.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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