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Autoridades locais elevam para 29 o número de mortos na queda da ponte em Itália

Génova, 15 Ago (Inforpress) – As autoridades da região de Liguria, no norte de Itália, aumentaram hoje para 29 o número de mortos no seguimento do desabamento de uma secção de uma ponte perto de Génova, esta manhã.

O aumento do número de vítimas mortais surge depois de o primeiro-ministro italiano ter indicado que 22 pessoas morreram e 16 tinham ficado feridas, durante uma visita à zona afectada, ao final da tarde, mas as autoridades locais indicaram já esta noite o número de 26 mortos, acrescentando mais dois corpos entretanto encontrados e a morte de uma pessoa durante uma intervenção cirúrgica.

Na viagem à região de Liguria, o chefe do Governo italiano mostrou-se “chocado com as imagens do metal retorcido” e elogiou também as centenas de trabalhadores das equipas de salvamento que ainda se encontram no local, afirmando: “Eles salvaram pessoas que caíram 45 metros e estão vivas e no hospital”.

Um homem de meia-idade que ficou debaixo do troço da ponte que desabou classificou como “um milagre” o facto de ter sobrevivido.

Em declarações a uma estação de televisão local, o homem, que não quis identificar-se, contou que estava parado na rua, em frente ao seu camião, debaixo da ponte, quando a estrutura cedeu, e que a onda de choque o projectou mais de dez metros de encontro a uma parede, causando-lhe ferimentos na anca e no ombro direitos.

“Eu estava à frente do camião e voei, como tudo o resto. Sim, penso que é um milagre. Nem sei o que mais dizer”, comentou.

A empresa de engenharia civil CNR está a apelar para um “Plano Marshall” para reparar ou substituir dezenas de milhares de pontes em Itália que ultrapassaram o seu tempo de vida útil, depois de construídas nas décadas de 1950 e 1960 com betão armado.

Na sequência do desastre de hoje no viaduto de Génova, a CNR explicou hoje, em comunicado, que as pontes foram construídas com as melhores técnicas conhecidas na época, mas que a sua vida útil é de 50 anos.

E em muitos casos, acrescentou a empresa, o custo de actualizar e reforçar as pontes é superior ao que custaria destruí-las e construí-las de novo.

Por essa razão, a construtora apelou para a criação de um grande programa para substituir a maioria das pontes por novas que tenham uma vida útil de 100 anos.

A CNR citou igualmente casos anteriores de quedas de pontes, incluindo uma em Abril de 2017, na província setentrional de Cuneo – que esmagou um veículo da polícia, mas cujos agentes e o condutor da viatura que tinham mandado encostar ouviram o ruído da ruptura e fugiram a tempo –, e um viaduto na cidade de Lecco, no norte do país, que abateu sob um peso excepcional, esmagando um carro e matando o condutor.

Lusa/Fim

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