Autárquicas 2020: “Sal é uma ilha cansada e fustigada pelas carências sociais” – candidata a vereadora

Espargos, 21 Out. (Inforpress) – A número dois da candidatura do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Ofélia Monteiro, considera que Sal é uma ilha “cansada e fustigada pelas carências sociais”, por isso precisa de “Respostas ousadas com Tino”.

Natural da ilha do Sal, e falando das motivações que a levaram a integrar a lista do “Respostas ousadas com Tino” encabeçada por Albertino Mosso, Ofélia Monteiro disse que é por se tratar de uma equipa “maravilhosa e comprometida com o Sal”.

“E, Albertino Mosso tem o perfil ideal para ser o líder que a ilha do Sal precisa. Um homem ousado, sério, de carácter e com uma áurea de paz”, qualificou o candidato que poderá vir a ocupar a cadeira presidencial do município nos próximos quatro anos.

Sobre vozes: É Tino qui nu krê (ê Tino que queremos), Ofélia Monteiro considerou que “não há” melhor projecto para o Sal, do que o de “Respostas ousadas com Tino”, idealizado pela candidatura apoiada pelo PAICV.

Referindo-se também a Manuel Portugal, candidato à presidência da Assembleia Municipal, disse que a figura é o “perfil certo” para ocupar o cargo.

“Por isso, aceitei o desafio de fazer parte deste projecto de ‘Respostas ousadas’. Porque por detrás de um bom líder há um bom ser humano. E, conseguiram formar uma grande equipa. Uma equipa marcadamente pelo equilíbrio do género”, sublinhou.

Questionando o rumo do desenvolvimento da ilha do Sal, a situação de pobreza, e condições de vida de muita gente, Ofélia Monteiro utilizou uma figura de estilo, dizendo que a ilha do Sal tinha tudo para ser “um arco-íris”.

“Mas, infelizmente, é uma ilha cinzenta, fustigada pelas carências sociais. E com esta crise provocada pela covid-19, vimos como a nossa ilha desabou… Isto porque não temos tido políticas públicas municipais com consistência para agarrar e agregar as gentes desta ilha, ‘pa tud criston tem direit a sê gota d’agua”, enfatizou em tom de crítica.

“Por isso nô mestê mudança (precisamos de mudança). Não nos deixemos ser enganados mais uma vez. O povo do Sal não está a viver a felicidade que há quatro anos prometeram”, concluiu, pedindo o voto nesta equipa de “jovens motivados e determinados”.

Na ilha do Sal, concorrem para estas eleições autárquicas, Albertino Mosso, apoiado pelo PAICV, o grupo Independente – Sociedade em Acção para a Liberdade -, encabeçado por Aldirley Gomes, e o Movimento para a Democracia (MpD), liderado por Júlio Lopes.

Nas autárquicas de 2016, na ilha do Sal concorreram quatro candidatos, sendo Júlio Lopes (MpD), que ganhou a câmara com 50,88% dos votos, Démis Lobo (PAICV) que obteve 43,58% dos votos, Jorge Rocha (UCID) 2,82%, e Paulo Jorge Lopes (PSD) 0,34%.

Para as eleições do dia 25 de Outubro, na ilha do Sal, estão inscritos nos cadernos eleitorais 18.710 eleitores (em 2016 o número de inscritos era de 16.744, dos quais 9.633 votaram) distribuídos por 67 mesas de voto.

A nível nacional, participa na corrida um total de 65 candidatos, sendo 22 do MpD, 22 do PAICV, sete da UCID, dois do PP (um no município da Praia e um para Assembleia Municipal na Boa Vista) e mais 12 candidatos independentes que disputam as câmaras municipais da Ribeira Grande (1), de Santa Catarina (1), São Domingos (1), Tarrafal de São Nicolau (1), Sal (1) Tarrafal de Santiago (2), Praia (4) e São Vicente (1).

SC/ZS

Inforpress/Fim

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