Autarquia desmente SIACSA sobre a acusação que fez à directora do Ambiente e Saneamento

 

Cidade da Praia, 29 Mai (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia (CMP) desmentiu hoje o presidente do SIACSA – que acusa a directora do Ambiente e Saneamento de estar a convidar os funcionários a desvincularem-se daquele sindicato -, reiterando que ela não tem essa competência.

Em conferência de imprensa para reagir às declarações públicas do presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Floresta, Serviços Marítimos e Portuários (SIACSA), Gilberto Lima, proferidas na sexta-feira, 26, o vereador do Ambiente e Saneamento, António Lopes da Silva, afirmou que o sindicalista “faltou com a verdade”.

Segundo o autarca, Gilberto Lima disse que a directora do Ambiente, Dulcelina Costa, tem estado a dar indicações e a convidar os funcionários a se desvincularem do sindicato para que os seus problemas de progressão e promoção sejam resolvidos, mas lembrou que qualquer pessoa que entende minimamente da administração pública, “sabre que tal não é possível”.

“Não é a directora do Ambiente e Saneamento que decide quem progride ou não, mas sim a reunião da câmara municipal, através da proposta do vereador pela área e depois os recursos humanos desenvolve todo o processo, por isso é falso e inadmissível o que o presidente do SIACSA disse”, esclareceu.

Conforme o vereador, a CMP e os trabalhadores tiveram um problema “normal”, tendo as partes negociado com o sindicato e chagado a acordos, mas depararam depois com situações em que o próprio SIACSA levou os trabalhadores a queixarem-se da autarquia no Tribunal que não lhes deu razão, tendo sido também penalizados na mesma linha pela Direcção-Geral do Trabalho (DGT).

“A câmara reitera total confiança na directora do Ambiente e Saneamento”, sublinhou o autarca, chamando a atenção de que a Direcção do Ambiente distribui gratuitamente materiais e fardamento aos trabalhadores, mas que há uma “má utilização” dos mesmos, fazendo com que muitos funcionários trabalhem sem equipamentos.

Neste sentido, assegurou que a partir de agora a CMP vai fazer a distribuição desses materiais mediante uma declaração assinada e com uma cláusula de que, caso for feito mau uso dos mesmos, irão pagar.

Entretanto, mostrou-se ciente de que muitos trabalhadores não têm melhores situações e que o salário praticado no país não é o melhor, “mas é o estipulado pela função pública”.

Contudo, o vereador manifestou-se disponível para, junto do sindicato, tentar resolver os problemas dos trabalhadores, mas de forma cívica.

DR/FP

Inforpress/Fim

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