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Autarquia da Praia diz que desde primeira hora prontificou-se em resolver problemas dos trabalhadores

Cidade da Praia, 14 Abr (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia disse hoje, em comunicado, que desde a primeira hora prontificou-se em resolver todos os problemas dos trabalhadores que se arrastam há mais de dez anos.

De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Inforpress, na sequência da greve dos serviços de Saneamento e da Oficina do Município da Praia, a autarquia manifestou “estranheza” por um mesmo sindicato, “ciente” de que os problemas se arrastam há mais de 10 anos, em tempo record anuncia a greve de três serviços.

“Depois de verificar que a nova equipa já identificou, diagnosticou e começou a tomar algumas medidas que visam, essencialmente, regularizar e resolver os principais problemas que afectam os trabalhadores, este sindicato pretende agora vir a definir e condicionar a implementação da nossa agenda de trabalhos, para no final, aparecer como os verdadeiros heróis dos trabalhadores desta câmara municipal”, lê-se no documento.

Segundo a mesma fonte, os problemas dos trabalhadores dos serviços do Saneamento e Oficina, bem como, dos demais serviços desta câmara municipal prendem-se, fundamentalmente, com a não implementação do PCCS desde 2013, a não atribuição do subsídio de risco aos trabalhadores, cuja natureza dos respectivos trabalhos implicam o pagamento deste subsídio.

Os problemas dos trabalhadores prendem-se também, segundo a fonte, com a não atribuição de equipamentos de protecção e segurança individual em quantidade e qualidade suficientes aos trabalhadores dos serviços que estão constantemente expostos aos riscos, à existência de um grande número de trabalhadores com vínculos precários (alguns com contratos de estágio desde 2012).

Contudo, assegurou a fonte, esta equipa camarária prontificou-se, desde a primeira hora, em auscultar todos os trabalhadores e desta forma juntamente com todos os parceiros e dentro dos limites legais em vigor, aliado aos limites orçamentais deste Município, resolver estas questões sempre de uma forma clara, objectiva e com critérios, previamente estabelecidos, e do conhecimento de todos.

Em relação ao PCCS, asseverou que esta é uma questão primordial e de prioridade máxima da equipa, contudo para implementar o PCCS é necessário realizar um trabalho prévio, nomeadamente no que se refere à base de dados de todo o pessoal e dos respectivos vínculos laborais e tempo de serviço.

“Num dos encontros tidos na Direcção-Geral do Trabalho, o sindicato representativo dos trabalhadores afirmou com toda a certeza de que a Câmara Municipal da Praia tinha pago uma consultoria e que todo o trabalho de recolha de dados para a implementação do PCCS já estava feito em 2020, ficando apenas a questão orçamental por definir. Nada mais falso”, afirmou a autarquia.

O que existiu, foi uma troca de e-mail com o sindicato informando da existência de uma proposta para a realização de uma consultoria e por questões que se prenderam com a pandemia e com uma orientação da Direcção-Geral da Administração Pública de que estava na forja um novo PCCS que iria substituir a de 2013, o processo foi suspenso por forma a evitar gastos desnecessários.

TC/HF

Inforpress/Fim

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