Austrália pede à China para deixar de fornecer combustível à Coreia do Norte

 

Sydney, Austrália, 31 Ago (Inforpress) – O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, exortou hoje a China a deixar de fornecer combustível à Coreia do Norte para travar a escalada de tensão provocada pelos ensaios nucleares e de mísseis balísticos de Pyongyang.

“Eles [China] comprometeram-se a deixar de comprar carvão, ferro, mariscos e outros produtos norte-coreanos. Podem ir mais além e cortar-lhes o abastecimento de combustível, por exemplo”, afirmou Malcom Turnbull à rádio local 2SM.

“Se se cortar as suas fontes de receitas e o seu acesso à energia, o regime não poderá sobreviver e isso é o que a China devia fazer”, insistiu o primeiro-ministro australiano, que defendeu que se “isole totalmente” Pyongyang.

Camberra defendeu a aplicação das mais recentes sanções – e as mais duras até à data – impostas à Coreia do Norte, no início do mês, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o apoio da China, pelos lançamentos de mísseis.

O mais recente lançamento de um míssil pela Coreia do Norte – o 13.º desde o início do ano – foi efectuado na quarta-feira e, pela primeira vez desde 2009, sobrevoou o Japão.

O primeiro-ministro australiano acrescentou que se a Coreia do Norte atacar os Estados Unidos – dado que Pyongyang tem renovado a ameaça de visar a ilha de Guam, no Pacífico, que alberga importantes bases militares norte-americanas – iniciar-se-á um conflito que constituiria “um bilhete suicida” para a Coreia do Norte.

Para Turnbull, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e a cúpula do regime de Pyongyang agem como “mercadores” ou “mafiosos” e que, na realidade, “procuram intimidar outros países” por dinheiro e “vantagens económicas”.

Por isso, o dirigente australiano reiterou que “é necessário impor mais sanções” para demonstrar que “as suas tácticas não vão ser premiadas”.

Lusa/Fim

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