Audiências: UNTC-CS e CCSL propõem reforço de medidas para a promoção do emprego jovem no país

 

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – As Centrais Sindicais UNTC-CS e CCSL anunciaram hoje que vão propor ao Governo o reforço do programa de estágios para jovens visando a melhoria do emprego no país.

O desafio foi lançado pelos representantes da União dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) e a Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), durante a audição desta quarta-feira com o ministro das Finanças, Olavo Correia, no âmbito da recolha de subsídios para a elaboração do Orçamento de Estado (OE) 2018.

Segundo José Maria Fernandes, da UNTC-CS, o reforço do programa jovem deveria ser feito através da criação de mais incentivos ao sector privado, explicando que com esta medida o governo estaria a contribuir para resolução dos problemas sociais, particularmente, no que tange à criminalidade e delinquência juvenil.

A UNTC-CS pediu, ainda, ao Executivo que tenha em conta o aumento do salário mínimo, o incremento das pensões e o aumento salarial real para todos os trabalhadores, bem como a resolução dos pendentes, designadamente os Estatutos e os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de alguns quadros privativos.

O representante da UNTC-CS na audiência solicitou, igualmente, ao Governo os incentivos às centrais sindicais, há muito suspensos, bem como o suporte de verbas do Orçamento de Estado para a publicação dos estatutos das organizações sindicais.

Já para a Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), também ouvida pelo Ministro das Finanças, sublinhando que as principais preocupações da central sindical constam do Acordo de Concertação Estratégica, as suas preocupações vão ao encontro as medidas para a promoção do emprego.

A CCSL congratulou-se com a política de rendimento de preços, defendendo, contudo, a reposição do poder de compra dos trabalhadores “que foi congelado durante vários anos, com reflexo no desinteresse e desmotivação dos funcionários quer públicos quer privados”.

José Manuel Vaz referenciou ainda, nesta audição, questões que têm a ver com a segurança social e a sustentabilidade financeira do sistema do INPS, solicitando uma avaliação das aplicações feitas na TACV, Fast Fary e Novo Banco.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, mostrou abertura para a análise das propostas, lembrando que a proximidade do Governo vai exactamente nesse sentido – “transparência em prol do melhor para todos”.

No que tange à proposta para os incentivos às centrais sindicais, Olavo Correia defendeu que deverá ser feito no quadro de contratos programa, para acções concretas e não para o funcionamento das estruturas sindicais.

Quanto às propostas do CCSL, o ministro das Finanças recebeu “com optimismo” as preocupações e avançou que, dentro das possibilidades e num quadro de equilíbrio e responsabilidade, os compromissos assinados no âmbito do Acordo de Concertação Estratégica serão cumpridos.

PC/JMV

Inforpress/Fim

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