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Ateliê de planeamento espacial marinho recomenda maior articulação entre as instituições

Cidade da Praia, 29 Mar (Inforpress) – Uma maior articulação das instituições que estão ligadas à conservação de zona costeira marinha para que as acções sejam mais eficientes é uma das recomendações saídas do ateliê sobre questões de planeamento espacial marinho em Cabo Verde.

O encontro de dois dias (28 e 29), foi promovido pela Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), em parceria com a IUCN e a APPEL, no âmbito do programa de apoio à rede regional dos parlamentares e representantes locais eleitos, para uma conservação do litoral da África Ocidental.

Ao fazer as considerações sobre o encontro, a porta-voz, Aidil Borges, afirmou que o mesmo permitiu encontrar grupos de parceiros locais dentro do espaço regional onde estiveram sobre a mesa questões e preocupações comuns e que interpelam a todos.

“O problema das pescas dentro das áreas marinhas e costeiras, a pesca artesanal, a sustentabilidade, a conservação e a utilização e ocupação das zonas costeiras com construções são problemas gritantes e preocupações candentes na nossa sociedade actual”, apontou.

Aidil Borges avançou que o encontro concluiu que existe uma grande fraqueza a nível da articulação das instituições, sendo que cada um trabalha de forma isolada, e recomendou que é necessário ter uma relação mais forte e sólida para que as acções a nível de conservação de zona costeira marinha sejam mais eficazes.

Propôs ainda a realização de encontros de modo a fazer ponte entre as várias instituições e aproveitar esses momentos para disseminação das várias questões ligadas à planificação espacial marinha, a pesca artesanal e construções de infraestruturações na orla marítima.

Por seu turno, o chefe da missão Internacional da União de Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature -IUCN), Racine Kane, disse esperar que as comunicações e lições aprendidas durante o encontro sejam divulgadas de modo que os jovens possam se apropriar e ter conhecimento dessas experiências.

“Os parlamentares e os eleitos, que são beneficiários de um programa a nível da Assembleia Nacional de Cabo Verde, devem ser os defensores, porque a legislação e as leis necessitam de uma boa planificação e levar em conta os aspectos sociais, económicos e ambientais já que as pesquisas apontam que esses aspectos dizem respeito às comunidades mais negligentes e devem ser examinados”, constatou.

Sugeriu que os deputados devem trabalham com esses especialistas e escutá-los sobre o que têm a dizer e apropriarem das conclusões e ver como podem melhorar a legislação actual em matéria de gestão das zonas costeiras e marítimas de Cabo Verde que é um país insular onde os recursos marinhos são muito importantes para a economia do país.

Por outro lado, adiantou que o ateliê recomendou ainda a celebração do dia de ambiente marinho (05 de Junho) para tratar e analisar questões importantes de planeamento de gestão, desafios e perigos do plásticos, que constituem uma ameaça para os oceanos e para Cabo Verde.

AV/CP

Inforpress/Fim

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