“Há assuntos prementes para serem resolvidos em Cabo Verde” – Organização Internacional da Polícia (c/áudio)

Cidade da Praia, 31 Jan (Inforpress) – O conselheiro da Organização Internacional da Polícia de Língua Portuguesa (OIP), Armando Ferreira, disse hoje que há assuntos prementes para serem resolvidos em Cabo Verde”, relativamente aos direitos e liberdades para o exercício da actividade sindical policial.

Armando Cunha falava à imprensa à margem da reunião da Organização Internacional da Polícia que acontece hoje, 31 de Janeiro e sexta-feira, 01 de Fevereiro, na cidade da Praia. Cabo Verde acolhe o evento pela segunda vez, sendo que a primeira foi em 2015.

“A decisão de virmos a Cabo Verde é uma situação de rotação do local da reunião, mas também porque achamos que há assuntos prementes em Cabo Verde para serem resolvidos, relativamente aos direitos e liberdades para o exercício da actividade sindical policial na região de África e, em particular, problemas que ocorreram aqui recentemente em Cabo Verde”, explicou.

Armando Ferreira, que é também presidente do Sindicato Nacional da Polícia de Portugal, disse estar a falar de “diversos assuntos”, que vão além das situações relativas à greve de Dezembro de 2017.

“Temos outros assuntos que iremos tratar ao longo desses dois dias de reunião”, referiu esta fonte apontado, em concreto, “o facto de que num país que exerce livremente e respeita a actividade sindical não pode usar instrumentos de punição disciplinar para reprimir a actividade sindical”.

Este responsável informou ainda que a OIP julga ser “importante” que, em Cabo Verde, o Governo, principalmente o ministro da Administração Interna, abra canais negociais com a direcção do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), no sentido de resolver um impasse que, na sua óptica, nunca será resolvido enquanto seu presidente estiver afastado da actividade profissional na Polícia Nacional.

Ainda, de acordo com esta fonte, a OIP Solicitou há cerca de um mês três reuniões com autoridades nacionais, uma com o Presidente da República e outras com o primeiro-ministro e com o director da Polícia Nacional.

“Até agora o único que se mostrou disponível para nos receber, de facto, foi o Presidente da República”, acrescentou Armando Ferreira, dando conta que dos outros não receberam “qualquer resposta oficial”.

“Aguardamos, a qualquer momento, que nos digam se estão disponíveis para receber uma delegação. Não é de Portugal, não é de Cabo Verde, mas sim dos países de Língua Portuguesa”, finalizou.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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