Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

“Associar o Governo de Cabo Verde e Carlos Veiga à extrema-direita é uma patetice maquiavélica” – Ulisses Correia e Silva

Cidade da Praia, 13 Out. (Inforpress) – A cinco dias das eleições presidenciais, o presidente do MpD condenou no Porto Novo (Santo Antão) toda e qualquer tentativa de associar o Governo e o candidato Carlos Veiga à extrema-direita, considerando tratar-se mesmo de “uma patetice maquiavélica”.

No comício de campanha da candidatura “Unir para Avançar”, liderada por Carlos Veiga, o presidente do Movimento para Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva desconstruiu, na noite desta terça-feira, o que chamou de chavão, a ligação do “partido da democracia” à extrema-direita europeia, alegando que o País tem um “Governo com maior rosto humano de sempre”.

Perante uma grande multidão, Ulisses Correia e Silva exortou a todos a votarem na candidatura presidencial de Carlos Veiga, com o argumento de que o País está num momento decisivo e que votar Veiga simboliza “uma decisão importante para a consolidação do poder democrático eleito nos últimos escrutínios autárquicos e legislativos”.

O presidente do MpD referiu que enquanto cidadão participa nesta campanha presidencial de “corpo e alma, sem qualquer recurso do Estado, assim como os restantes membros do Governo, que usam a liberdade de votos, e que o MpD “está engajado e firme até 17 de Outubro, para apoiar Cabo Verde na corrida ao Palácio do Platô.

Já Carlos Veiga, perante a grande a “grande onda dos apoiantes”, mostrou-se “feliz e convicto “na vitória logo à primeira volta das eleições presidenciais, tendo sublinhado que “esta manifestação cheira a anos 90, quando a democracia chegou a Cabo Verde e, em especial, a Santo Antão”.

Uma vez mais, o aspirante à sucessão de Jorge Carlos Fonseca no cargo do mais alto magistrado da Nação, apresentou-se como sendo o “candidato ideal, imbuído do espírito de união e independência” para fazer Cabo Verde avançar” e apontou a regionalização como uma necessidade para o avanço do País.

O comício do Porto Novo marcou a primeira grande aparição público do presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCUD) no apoio à candidatura de Carlos Veiga, com António Monteiro a afirmar que foi uma decisão “ponderada, analisada”, por entende que “o futuro de Cabo Verde exige a preservação da paz e estabilidade, num momento de crise pandémico, económico-financeiro e energético”.

“Pode parecer estranho a presença da UCID no comício de Carlos Veiga para Presidente, mas é necessária porque o que está em causa é Cabo Verde”, explanou Monteiro, acrescentando que a “política é uma arte de servir o povo” e que o partido que dirige não tem lição a receber de ninguém”.

Carlos Veiga vai passar toda esta quarta-feira em São Vicente, para contactos directos com o eleitorado em porta-a-porta, conversa com jovens, para a noite realizar um comício na Rua Lisboa.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos, nomeadamente Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

SR/JMV
Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos