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Associações propõem ao futuro Governo criação de políticas de desenvolvimento e igualitárias

Cidade da Praia, 09 Mar (Inforpress) – As associações comunitárias, das ilhas de São Vicente, Santiago e Fogo, propõem ao partido eleito nas próximas legislativas, a criação de políticas de desenvolvimento, inclusão social, humanitárias, igualitárias, e políticas que reduzem o índice de desemprego.

Em declarações à Inforpress, no âmbito das perspectivas e propostas da futura governação de Cabo Verde, o coordenador dos projectos de inclusão social da Associação Novos Amigos da ilha de São Vicente, José Lopes, adiantou que as expectativas das associações são sempre altas, uma vez que estão junto das comunidades e dos seus problemas, e, portanto, anseiam dar todas as respostas às dificuldades das famílias.

José Lopes destacou, assim, o papel das organizações da sociedade civil, nomeadamente o de complementar as políticas emanadas pelos sucessivos Governos no sentido de complementar as políticas e promover o bem-estar das famílias em situações de vulnerabilidades, protecção da criança, dos jovens e promover o desenvolvimento local de uma forma geral.

Deste modo, o responsável disse que a associação Novos Amigos espera que o partido eleito no dia 18 de Abril, implemente políticas de desenvolvimento, de inclusão social e políticas que gerem emprego, bem como reduza o índice de pobreza.

Reconhecendo os “esforços” das sucessivas governações, num país cujos recursos são “escassos”, o coordenador sugeriu também, ao futuro Governo, redimensionamento de “mais apoios” para a área social, principalmente no concernente à protecção das famílias, das crianças, tal como reforçar as políticas existentes.

“Que possam criar novas orientações e estratégias de intervenção, estabelecendo um quadro de relacionamento com as organizações da sociedade civil e subvencionando as organizações para que possam dar melhores respostas aos problemas do dia-dia das comunidades”, perspectivou José Lopes.

Apontou, igualmente, a importância de as associações da sociedade civil trabalharem sem cor política, respeitar a Constituição da República, e principalmente trabalhar em estreita colaboração com qualquer partido que sustenta o Governo. Porque, conforme fundamentou, estes são os princípios que norteiam a criação e o funcionamento das organizações sociais.

Por seu turno, o presidente da Pró Praia, José Costa Pina, disse que a associação perspectiva que o Governo eleito em Abril, considere todas as falhas, as carências, mas também as potencialidades de modo a implementar um programa de desenvolvimento integral e sustentável para todas as ilhas de Cabo Verde.

Entretanto, no que diz respeito à Cidade da Praia, José Costa Pina constatou que há descontinuidade de condições da prática de actividades culturais, propondo assim a instalação no Parque 5 de Julho de um “verdadeiro fórum cultural e de lazer, com oficinas de dança, música e teatro de qualidade”.

A Pró Praia, indicou, propõe ainda a criação de serviços autónomos de água e electricidade na ilha de Santiago, porque, a seu ver, a autonomia destes serviços é essencial para a dinâmica e desenvolvimento da ilha, bem como a preparação e implementação do novo hospital, a projecção do novo aeroporto internacional e a conclusão do novo campus da Uni-CV.

Por fim, destacou a necessidade de implementar os epicentros das plataformas que estão previstas para Santiago nomeadamente, a praça financeira, o parque industrial que, no seu entender, são projectos “estruturantes” capazes de promover o desenvolvimento geral e melhorar os índices de desemprego e da segurança.

Para o sector habitacional, sugeriu, igualmente, a implementação de um programa de habitação social direccionada às pessoas mais desfavorecidas, especialmente a reabilitação das habitações, doações de lotes salubres e apoio na construção de moradias adequadas e humanas.

O membro da Associação para o Desenvolvimento da Ilha do Fogo (ADIFOGO), Francisco Amado, por sua vez, acredita que o Governo, independentemente do partido que o suporta, deve facilitar as condições para o desenvolvimento das actividades sociais, sobretudo as actividades sociais económicas promovidas pelas organizações não governamentais (ONG).

Porque, conforme sublinhou, neste momento, algumas associações estão com dificuldades de funcionamento, pelo que há necessidade de existir uma política de “apoio igualitária” às associações que promovem o desenvolvimento, nomeadamente, no âmbito do apoio da criação de mecanismos para facilitar o acesso ao financiamento, dentre outros.

Segundo Francisco Amado, ADIFOGO espera que os principais promotores de desenvolvimento sejam capazes de diferenciar a função partidária da função do estado, tendo salientado que a criação de oportunidades de emprego é “fundamental” para a ilha, bem como a transformação dos produtos da agricultura e da pecuária.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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