Associação Zé Luís Solidário ajuda doentes cabo-verdianos no tratamento médico dentro e fora do País

Cidade da Praia, 05 Fev. (Inforpress) – A Associação Zé Luís Solidário, sediado em Boston (EUA), com centralidade na saúde, já conseguiu auxiliar a evacuação de 18 pacientes de Cabo Verde para tratamentos no Senegal e Portugal, ao longo dos dois anos da sua fundação.

Logo no primeiro ano da sua acção, em 2020, esta associação fez evacuar três pacientes para Dakar e duas para Portugal, para em 2021 transportar 13 doentes para Dakar e um para Portugal, estando este ano com um doente em tratamento em Dakar, Senegal.

Consultas de tomografia computorizada, conhecida por TAC, de oftalmologista, de análises clínicas, de fisioterapia, de entre evacuações internas, são as mais solicitadas a esta corporação que tem, igualmente, apostada no envio de materiais hospitalares dos EUA para diversos hospitais de Cabo Verde, para além de materiais escolares e didáticos, canalizados aos estabelecimentos do ensino.

Zé Luís Martins, o mentor que emprestou o seu nome a esta colectividade, explicou à Inforpress que a associação foi instituída em 2020, em Boston, e que já se encontra registada em Cabo Verde, com o propósito de ajudar os mais necessitados na resolução dos seus problemas, sobretudo “na recuperação de vidas”.

Focado em ajudar os familiares carenciados em Cabo Verde, o projecto, referiu, está virado para valências como a alimentação, a saúde (considerada o foco do projecto) a habitação e a educação, mas tem dado a sua contribuição em ajudar os familiares cabo-verdianos nos EUA que atravessam momentos difíceis, tanto os indocumentados como na morte dos familiares.

A Associação Zé Luís Solidário, que já conta com antenas em todas as ilhas de Cabo Verde, tem ajudado diversas famílias no país na melhoria das suas habitações, na aquisição de medicamentos, e evacuação, tanto entre as ilhas como para o estrangeiro e consultas em diferentes especialidades.

Zé Luís Martins referiu que a sua equipa tem ainda ajudado famílias cabo-verdianas em países como São Tomé e Príncipe, Portugal e França, sobretudo nos primórdios da pandemia da covid-19, porquanto a associação preocupa-se em solidarizar-se com o povo cabo-verdiano, independentemente da sua localização.

“Este é um projecto baseado nas redes sociais, que funciona com ajuda dos emigrantes. Mostramos a pessoa a quem pretendemos arrecadar uma determinada quantia financeira, que é doada através de um aplicativo. Depois prestamos as contas detalhadas. A pessoa ajudada não vê a cor do dinheiro, mas sim o tratamento ou a resolução dos seus problemas”, explicitou Martins.

A associação, referiu, tem contado com o envolvimento não só de emigrantes cabo-verdianos nos EUA, mas também de conterrâneos residente na Europa e inclusive residente em Cabo Verde, através da transferência bancária, a ponto de ter arrecadado 62.500 dólares em 2020, 154000 em 2021, sendo que neste ano já tem amealhada 15.000 dólares.

Psicólogo de formação, Martins garante que os cabo-verdianos acreditam na “honestidade, clareza e transparência deste projecto”, com o propósito de salvar a vida e ajudar o outro a devolver a sua alegria, tendo afirmado que a associação tem ajudado a recuperação de pacientes em diversos pontos da ilha.

“O nosso salário é o sorriso e o obrigado de cada pessoa que ajudamos a recuperar a graça de viver no nosso trabalho de voluntário”, concluiu Zé Luís Martins à Inforpress no segmento de uma conversa aberta no Palácio da Cultura que serviu para dar a conhecer o projecto e debruçar-se sobre os vários desafios de manter uma organização dessa natureza de pé.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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