Associação para a Promoção do Património Educacional promove conferência sobre a temática “O professor”

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – A Associação para a Promoção do Património Educacional (ASPPEC) e o Museu da Educação (MEDUCA) promoveram hoje, na Praia, uma conferência sobre a temática “O professor” em que a qualificação dos docentes, segundo Clara Marques, é um desafio.

Segundo a presidente da ASPPEC, que é também directora do MEDUCA, Clara Marques, o tema proposto vai na perspectiva do professor como catalisador da aprendizagem, porque, diz, a festa que se está a realizar visa premiar o professor do ano.

Os docentes de todas as ilhas, excepto os do Maio e da Brava candidataram-se ao Prémio professor do ano e Clara Marques explica que a organização negociou com o Ministério da Educação no sentido de o vencedor ter um “ano sabático” para ser embaixador do professor, ou seja, em vez de trabalhar na sala de aulas “trabalhava com as escolas a partir de um plano de acção” por ele elaborado.

Em declarações à imprensa, a presidente da ASPPEC assegurou que o prémio tem um caracter mais simbólico do que monetário porque, apesar de contactos com várias empresas para o seu financiamento, este apoio não apareceu.

“Penso que deveriam ver essa questão em prol da educação, porque é uma causa que está em jogo”, lamenta Clara Marques.

O antigo reitor da Universidade Jean Piaget, Jorge Brito, foi um dos oradores do tema “O professor como catalisador da aprendizagem”.

Na perspectiva deste docente, hoje é preciso que o professor saiba incutir nos seus alunos a capacidade de aprender.

“É preciso que os alunos adquiram competências”, assinalou Jorge Brito, acrescentando que o professor terá que ser “um indivíduo que consegue fazer com que haja uma auto-aprendizagem e haja um interesse pela investigação e que os estudantes possam, de facto, se entusiasmar em poder adquirir competências”.

Além desta conferencia, foi também lançado o livro “Vamos brincar”, uma iniciativa do Museu da Educação que contou com o financiamento do Ministério da Educação.

O livro é uma recolha de jogos, contos e cantigas de rodas tradicionais que conforme esclarece Clara Marques, eram praticados nos intervalos das aulas e em casa.

“Pretende-se com esta iniciativa resgatar e recuperar a prática destas actividades lúdicas nas escolas, possibilitando aos alunos a compreensão de que os jogos, contos e cantigas de roda tradicionais se revestem de “grande importância lúdica, educativa e cultural”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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