Associação dos Pescadores dos Mosteiros reivindica melhoria às infraestruturas de pesca na Praia de Bote

Cidade de Igreja, 16 Out (Inforpress) – A Associação dos Pescadores dos Mosteiros mostra-se indignada com a situação em que se encontra o acesso à praia de Bote e da instância balnear do Beco, com infraestruturas inacabadas, e considera estar-se perante um descaso por parte das autoridades.

Esta indignação foi manifestada pelo vice-presidente da Associação dos Pescadores dos Mosteiros, Orlandinho Gomes Monteiro, conhecido por Orlandinho de Felipe, que procurou a Inforpress para reivindicar das “más condições” em que se encontra a pequena estrada que dá acesso à praia de Bote, alegando que esta situação tem sido alvo de constantes críticas dos pescadores que ali laboram.

Explicou que os homens do mar sentem dificuldades no transporte dos seus materiais como motores de popa para pequenas embarcações, já que as “obras foram inacabadas e abandonadas”, assim como um espaço que seria destinado para conservas e uma casa comercial para produtos marinhos, anexo ao que seria o gabinete para associação que representa.

Gomes Monteiro, disse que havia promessa das autoridades municipais para a conclusão deste empreendimento desde a inauguração desta instância balnear e que os pescadores estão descontentes. Criticou também a falta de apoio ou financiamento aos pescadores, alegando que algumas das embarcações já se encontram em mau estado para a navegação.

“Se continuarmos neste ritmo é uma desgraça”, lamentou este pescador, armador da embarcação “Gomes”, que disse ter já reflectido em deixar Mosteiros para procurar a vida nas ilhas de Santiago ou São Vicente, por “falta de uma autoridade capaz de interessar-se pela sustentabilidade económica dos que vivem da vida do mar”.

Segundo Gomes Monteiro, nesta baía laboram mais de 30 embarcações de bocas abertas, e muitas dezenas de famílias, de Fajãzinha, Igreja, Queimada Guincho e Mosteiros Trás, tanto a remos como a motores, ligados à pesca artesanal e industrial, consoante as circunstâncias económicas dos seus proprietários.

“Não temos estado a ser beneficiados, oficialmente, em nada”, realçou este pescador que diz ter herdado o gosto pela vida do mar na família, ao mesmo tempo que denuncia alegada discriminação partidária.

“A pesca é um factor importante para o desenvolvimento de um país. Um bote pode sustentar oito famílias”, sentencia Monteiro, que reivindica ainda melhor segurança, afirmando que uma única chave abre quatro/cinco portas diferentes do armazém do material de pesca, construído recentemente pelo Governo com o financiamento da cooperação luxemburguesa.

SR/FP

Inforpress/Fim

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