Associação dos militares na reserva e na reforma insurge contra ministra da Defesa

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress) – A Associação dos Militares na Reserva e na Reforma insurgiu-se hoje contra a ministra da Defesa, Janira Lélis, acusando a governante de utilizar a instituição militar como arena de disputas político-ideológicas para afrontar a instituição e seus integrantes.

Em comunicado enviado à Inforpress, assinado pelo presidente desta colectividade castrense, o brigadeiro-general Jorge Paulo Monteiro acusa a ministra de vilipendiar e evidenciar um “completo desrespeito pelo percurso das Forças Armadas (FA) nacionais, desde a sua criação até ao advento da democracia”.

O subscritor desta missiva fez questão de ressaltar que “a missão principal das Forças Armadas de defesa militar do país, consagrada na Constituição da República, não se alterou desde a proclamação da Independência Nacional a esta parte”, advogando que a ministra pretende transmitir a mensagem de que as FA, antes do advento do pluralismo, não estiveram ao serviço da Nação.

Revoltada com a declaração da governante por altura da cerimónia central das comemorações do Dia das Forças Armadas, a 15 do corrente, a direcção da Associação dos Militares na Reserva e na Reforma “manifesta o seu profundo repúdio pela vergonhosa qualificação que a ministra da Defesa Nacional” celebrou o nascimento das Forças Armadas a 13 de Janeiro de 1991.

Ademais, a associação exorta a tutela da defesa nacional “a retirar as suas palavras ofensivas às Forças Armadas e a retractar-se publicamente por esta afronta infligida à instituição e aos seus integrantes”, e solicita o Governo a demarcar-se do que classifica de palavras injuriosas, visando restabelecer a confiança na ministra da Defesa.

Entende a direcção, que a governante veiculou mensagens que conspurcam as Forças Armadas e põem em causa a honorabilidade daqueles que nelas serviram, ou ainda servem, com denodo e patriotismo, sublinhando que a tutela fez passar a mensagem que as FA foram uma instituição antipatriótica antes servindo interesses outros e não a defesa da soberania nacional, antes do 13 de Janeiro de 1991.

SR/HF

Inforpress/Fim

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