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Associação debate VBG para formar organizações de sociedade civil na monitorização das políticas públicas (c/áudio)

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – A presidente da ACLCVBG defendeu hoje, que a violência contra a mulher por se tornar prioridade para atingir o desenvolvimento sustentável deve ser compreendida por mulheres e homens por forma a se conseguir mudanças a nível da política.

Vicenta Fernandes fez esta leitura quando falava à Inforpress do debate ‘online’ sobre Violência Baseada no Género (VBG) baseado no projecto “Djuntu pa igualdadi! Uma resposta participativa à violência baseada no género em Cabo Verde”, que visa a formação e o fortalecimento das capacidades técnicas das OSC, sobre como monitorizar políticas públicas através de auditorias participativas.

“Queremos com isso criar ferramentas para que as associações, os líderes comunitários e membros possam avaliar a lei da VBG que, brevemente, vai completar dez anos de existência, pelo que já é tempo de analisarmos a sua aplicação e impacto no combate a violência do género no país”, observou.

E porque o país está ainda numa fase “embrionária” da lei, a presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG) reconhece a necessidade de levar o conhecimento da lei às Sociedades das Organizações Civis (SOC) para que possam saber como agir e participar na luta pela igualdade de género.

Segundo aquela responsável, com esta formação, as SOC estarão aptas em avaliar a aplicabilidade da lei e dar contributos para o melhoramento da mesma, uma vez que a pobreza é uma das principais causas de “violação” nas relações de poder desiguais entre mulheres e homens.

A disseminação da pobreza, que foi afectada com a covid-19, acrescentou, afecta também, de forma adversa, a saúde e a educação das mulheres e meninas por serem as mais vulneráveis.

“A situação da covid-19 veio aumentar ainda mais a violência contra a mulher, criando consequências maiores para o bem-estar e a autonomia das mulheres devido a aumento de perda de emprego”, ajuntou, afirmando que a ACLCVBG tem vindo, todos os dias, a constatar situação de “desespero” das mulheres vítimas.

Neste âmbito, adiantou que as empregadas domésticas e as vendedeiras ambulantes são as que mais têm sofrido “na pele” a situação com a perda do trabalho e poder de compra.

O debate no âmbito do projecto “Djuntu pa igualdadi! Uma resposta participativa à violência baseada no género em Cabo Verde”, a decorrer hoje e terça-feira, e que juntou esta segunda–feira cerca de 20 participantes, é fruto de uma parceria entre a European Partnership for Democracy (EPD), o Netherlands Institute for Multiparty Democracy (NIMD) e o World Leadership Alliance-Club de Madrid (WLA-CdM), e é cofinanciado pela União Europeia.

PC/CP

Inforpress/Fim

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