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Associação de Táxis da Praia denuncia “invasão” do mercado da capital por taxistas de outras ilhas e concelhos

Cidade da Praia, 08 Fev (Inforpress) – O presidente da Associação de Táxis da Praia, João Vaz Antunes, denunciou hoje, em declarações à Inforpress, a “invasão” do mercado taxista da capital por viaturas licenciadas para prestarem o mesmo serviço em outras ilhas e concelhos.

“A invasão do mercado da Praia tornou-se a olhos vistos a babilónia da modernidade. Nós, enquanto associação, não temos poderes. Já reivindicamos, já manifestamos, já fizemos queixa, mas é uma responsabilidade da polícia e da Direcção dos Transportes Rodoviários”, denunciou.

João Vaz Antunes afirmou ainda que se trata de uma “situação que é visível”, em que agora não é só os chamados “clãs” quem estão a “roubar” fretes aos táxis da cidade da Praia, mas também os táxis de outras ilhas e concelhos.

“Estão aqui a operar normalmente, sem que haja uma chamada de atenção. Por aquilo que estamos a ver, a enchente está a aumentar dia após dia e já temos táxis na Praia de tudo quanto é cor e beleza. Se as autoridades competentes não tomarem medidas quanto a isso, nós não temos nada que fazer, até porque não temos o poder jurídico”, finalizou.

A Inforpress falou com um taxista da ilha do Fogo que se encontra a operar na cidade da Praia. Este, que pediu anonimato, atribui a “culpa” por esta situação à pandemia da Covid-19, que, segundo disse, “minou” o sector naquela ilha.

“Estou aqui na Praia desde o Natal. Vim para passar as festas e acabei ficando. A situação na ilha, onde trabalho, não está fácil. Com esta pandemia tudo parou. Lá é diferente do que aqui na Praia, em que todos andam de táxi. Lá apenas os turistas é que andam. De vez em quanto apanhamos um nacional, mas é muito pouco”, descreveu.

“Com as fronteiras fechadas, não há turismo e nós acabamos por sentir isto”, acrescentou a mesma fonte, afirmando saber que está a operar na ilegalidade, mas justifica este “desvio” com o facto de ter contas para pagar e uma família para sustentar.

“Eu nunca fui multado, mas sei que outros taxistas não tiveram a mesma sorte. Mas com o aumento de táxis de outras ilhas e concelhos aqui na Praia, a situação vai se tornando cada vez mais complicada, já que as autoridades policiais já estão mais alertas. Só estou à espera de fazer um bom troco e depois voltar para a minha ilha”, descreveu.

Por seu turno, o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, disse, também em declarações à Inforpress, que, obviamente, nessas situações e numa situação de aperto que se está a viver a nível económico, é de esperar algumas dessas situações.

“Mas creio que as autoridades estão a actuar e já houve essa preocupação, partilhada com o colega da Administração Interna, sobre esta matéria. Aí temos que deixar as autoridades actuarem”, afirmou o governante.

Entretanto, para Carlos Santos, o que interessa neste momento é conseguir dar uma resposta forte, preparando este profissionais e apoiando-os com algum rendimento, o que, disse, o Governo tem feito.

“Nós estamos a conseguir, num curto espaço de tempo, capacitar cerca de 2500 profissionais dessas áreas e nós temos cerca de 1200 taxistas que vão ser capacitados. Estamos, juntamente com a câmaras municipais, a aproveitar para também dotá-los de algumas outras regras, designadamente a utilização de uniformes novos, patrocinados e financiados pelo Fundo do Turismo, pelas câmaras municipais, procurando apresentar uma nova imagem”, informou.

Carlos Santos disse ainda que o governo sabe e entende que estes profissionais são o cartão postal de Cabo Verde e que, por isso, está-se a investir na sua capacitação com vista à qualificação do Turismo.

“Mas, paralelamente, nós estamos a trabalhar também num programa operacional do Turismo, que é um programa que vai definir o caminho dos próximos cinco anos, a nível de preparação e criação daquilo que são elementos que irão informar aquilo que é o produto turístico cabo-verdiano”, finalizou.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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