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Associação das Agências de Viagens e Turismo alerta para a gravidade da falta do planeamento dos voos inter-ilhas (RECTIFICADA)

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – A Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde considera grave o facto dos voos inter-ilhas estarem garantidos até meados de Maio, situação que colocará em causa a estabilidade e capacidade de planeamento das agências do sector.

Em comunicado enviado à Inforpress, a Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVT) alerta que, por causa “dessa indefinição na programação dos voos inter-ilhas, certamente”, os passageiros emigrantes e turistas ver-se-ão na inevitabilidade de adiar as suas viagens a Cabo Verde.

“Este é mais um episódio que vem acrescentar às desconfianças da longevidade e sustentabilidade do actual projecto de ligações inter-ilhas e que é mais um soco no estômago dos sectores das viagens e turismo e ao projecto de consolidação do turismo interno, no qual o próprio Governo, a AAVT e outros parceiros têm estado a trabalhar”, lê-se na missiva.

A AAVT, explicita a nota, lança este último apelo público, ao executivo, no sentido de aproveitar “o renovado voto de confiança” dos cabo-verdianos para encontrar uma “solução constante e definitiva, capaz de renovar as esperanças e as certezas de todos quanto dependem destes sectores fulcrais para qualquer projecto de desenvolvimento global destas ilhas”.

O documento recorda que as agências de viagens e todo Cabo Verde viram-se confrontados em Março com a eminência de não haver voos em Abril, sem que fossem claramente explicadas as razões por detrás de tal facto, “com o governo na altura a intervir para evitar o que seria uma tragédia para estas ilhas arquipelágicas”.

A AAVT alega estar novamente confrontada com nova possibilidade de suspensão de voos inter-ilhas, a partir de 16 de Maio.

De acordo com a mesma fonte, as empresas associadas, já por demais fustigadas com a pandemia da COVID-19 e seus efeitos devastadores na saúde e na economia, estão agora a braços “com a incapacidade de planeamento num futuro próximo”.

Por tudo isto, observa que esgotadas as vias directas com os principais actores neste processo, a situação corre sérios riscos de agravar-se ainda mais num acto que coloca em causa a sobrevivência dos negócios e o ganha-pão de centenas de famílias, destes sectores estratégicos e de grande transversalidade.

A carta assinada pelo presidente da AAVT, Mário Sanches, manifesta a disponibilidade da direcção se sentar à mesa com os decisores nesta matéria na procura de possíveis soluções “que ponham cobro a esta nuvem negra de incertezas”.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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