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Associação Colmeia defende trabalho articulado para “melhores respostas” às pessoas portadoras de deficiência

Cidade da Praia, 16 Abr  (Inforpress) – A presidente da Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia), Isabel Moniz, defendeu hoje um trabalho articulado para melhor responder às necessidades das pessoas portadoras de deficiência.

Isabel Moniz, que falava aos jornalistas no âmbito das comemorações do sétimo aniversário da associação, lembrou que há necessidades diferenciadas no seio das pessoas que convivem com deficiência e que exigem respostas específicas.

“Na fase de criança a precaução é trabalhar em relação ao seguimento, a fase de diagnóstico e a escola, mas a fase de 13 a 14 o trabalho tem a ver com o despiste vocacional, que aquela fase em que a pessoa com deficiência poderá mostrar qual é a sua aptidão, para além do seguimento”, disse.

Por outro lado, salientou que é necessário preparar a formação profissional para quem esteja na condição de deficiência e ainda trabalhar para o emprego protegido.

Para já, indicou que as medidas implementadas ao longo dos anos têm sido desgarradas, daí uma mensagem no sentido de desenvolver um trabalho articulado entre as entidades responsáveis pela saúde, pela educação e a protecção social, tanto do regime contributivo como do não contributivo.

“Portanto se não articularmos, de facto, ficaremos sempre nesse ciclo em que nunca mais iremos atingir o objectivo”, disse, lembrando que a deficiência é uma condição que poderá afectar qualquer pessoa, em qualquer fase da sua vida.

Dos sete anos de trabalho da Colmeia, Isabel Moniz faz um balanço positivo, mas afirmou que nos primeiros anos a associação tinha um trabalho “mais duro”, porque havia “mais problemas de estigma”.

“Até hoje há problema de estigma, mas alguns anos atrás o problema era bastante preocupante, pois tínhamos mais crianças escondidas em casa e tínhamos vários problemas em relação ao acompanhamento das crianças especiais dentro da sala de aula”, salientou.

Isabel Moniz, disse que a Associação Colmeia “fez e tem vindo a fazer” um trabalho de sensibilização junto das famílias, para procurarem resposta dos problemas, que na altura eram muitos.

“Na altura muitas famílias pensavam que as crianças com deficiências não tinham solução, ou seja, deveria ficar em casa e nós fizemos o trabalho de sensibilização junto das famílias para mostrar-lhes que estavam enganados”, afirmou.

Para assinalar o sétimo aniversário, associado ao Dia Internacional da Síndrome de Down, que foi celebrado no dia 21 de Março, e o Dia internacional de Conscientização do Autismo,  a 02 de Abril, a associação promoveu um evento de pinturas e demonstração de cartazes para sensibilização sobre a problemática da deficiência.

 O evento contou com a presença da primeira-dama, Lígia Fonseca, co-fundadora da associação, que considerou que nos últimos anos tem havido “um investimento forte e mudança de atitudes” face à deficiência, “graças ao trabalho de sensibilização” realizado pela associação.  

DM/AA

Inforpress/Fim

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