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Associação alerta para necessidade de um trabalho de seguimento na deficiência para evitar retrocessos

Cidade da Praia, 23 Fev (Inforpress) – A Associação dos Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia) alerta para a necessidade de um trabalho de seguimento na deficiência para evitar que todo o trabalho inicial volte à estaca zero.

A presidente da Colmeia, Isabel Moniz, manifestou esta preocupação em entrevista à Inforpress, numa altura que considerou ser importante trabalhar no sentido de sensibilizar a população, para além do que esta ONG tem vindo a realizar junto das famílias e nas comunidades, sobretudo em relação a matérias específicas.

A título de exemplo, afirmou ser determinante sensibilizar o próprio Instituto Nacional de Providência Social (INPS) para a questão das patologias que ainda não estão cobertas no privado, designadamente os serviços da fonoaudiologia e todo o acompanhamento psíquico-pedagógico, por causa de um vazio legal nesta matéria.

“A saúde não precisa só da área médica ou curativa. A saúde precisa de reabilitação, habilitação, prevenção em relação a estas temáticas que são tão importantes para cada cidadão que possa precisar”, particularizou Moniz,

Neste sentido, apontou a problemática do espaço, o aumento do duodécimo e o financiamento dos projectos desenvolvidos como sendo “de extrema relevância para o complemento de um trabalho que é obrigação do Estado”.

A trabalhar actualmente com 407 membros a nível nacional, suportados por sete técnicos, a Associação Colmeia, segundo Isabel Moniz, necessita de espaços adequados e financiamento para a resposta que tem vindo a dar, com o agravante da complexidade tornar-se ainda maior neste tempo de pandemia da covid-19, que exige distanciamento social.

A completar sete anos a 16 de Abril próximo, a Colmeia continua a trabalhar com a deficiência intelectual e os transtornos de neurodesenvolvimento que abrangem aspectos de perturbações de autismo, de entre outras necessidades educativas especiais, na sua maioria adolescentes e crianças.

Neuropsicólogos, psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, de entre outros técnicos de educação especial, bem como assistentes sociais são os especialistas com os quais trabalha a Colmeia para cobrir as demandas ao nível da deficiência, num país que “tem um problema cultural, porque dizem que as pessoas com deficiência não aprendem”.

Isabel Moniz desmonta esta retórica, com o argumento de que qualquer pessoa “dita normal” pode estar na condição de deficiência, caso apanhe um AVC ou outro problema do foro neurológico, ressaltando que actualmente estas perturbações registam-se “muito cedo, como os problemas de Parkinson e AVC”.

“Cabo Verde precisa trabalhar toda a resposta da temática deficiência, de uma forma concertada/articulada, não só para quem nasce com alguma deficiência, mas como quem possa estar na condição da deficiência ter essas respostas. Passaria por um serviço de intervenção precoce, as escolas deveriam estar mais preparadas”, alertou Moniz.

“Deveremos trabalhar com os professores de apoio”, sugeriu, que seria muito importante na sala de aulas, mas também trabalhar com as famílias, salientando que a Colmeia continua a fazer o seu trabalho de complementaridade, uma vez que, segundo defendeu, “cabe ao Governo traçar as políticas públicas”.

Sublinhou que os duodécimos não se adequam aos trabalhos a que associação tem vindo a desenvolver, indicando que a Colmeia tem estado à procura de parceiros para colmatar as respostas, de forma a evitar a suspensão dos trabalhos realizados, sendo certo que ainda assim conseguiu reforçar os trabalhos de despiste educacional, para os adolescentes e jovens.

Este é um trabalho que, afiançou, exige mais recursos, daí ter manifestado a sua vontade de continuar a manter os técnicos com os quais trabalha, uma vez que já tem conhecimento das famílias e da avaliação das crianças, mediante um trabalho já feito no sentido de continuar a dar respostas.

Para além de apostar num trabalho ambulatório, mediante a deslocação às comunidades, na ilha de Santiago, a Colmeia consegue dar atenção aos pais em outras ilhas, mas admitiu bastante dificuldade em dar respostas à deficiência intelectual, por falta de recurso, para ali colocar técnicos/especialistas

SR/JM V

Inforpress/Fim

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