Assembleia Nacional: UCID exige “agendamento de urgência” da petição dos ex-militares da 1ª Incorporação de 1975

Mindelo, 04 Dez (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente de Democrática (UCID, oposição) pediu hoje o “agendamento de urgência” da petição dos ex-militares da 1ª Incorporação de 1975, na Assembleia Nacional, para que tenham “o reconhecimento” do serviço prestado à Nação.

António Monteiro, que falava em conferência de imprensa, no Mindelo, explicou que há sete anos chama atenção para a situação desses cidadãos que, em 1975, deram o seu contributo em prol da Independência de Cabo Verde.

Segundo o líder da UCID, a primeira vez que falou deste assunto foi a 5 de Julho de 2013 mas que, acrescentou, apesar de a associação desses militares ter submetido uma petição à Mesa da Assembleia Nacional, há mais de dois anos, o documento continua sem agendamento.

“Foi-nos dito que seria agendada em Julho, depois que seria agendada para a primeira ou segunda sessão de Outubro, depois, foi-nos dito que ficaria para Novembro e, o último dos últimos, que seria em Dezembro e que esta petição não passaria deste ano”, revelou o político, para quem, apesar disso, “a petição não está na convocatória que a UCID recebeu para a sessão parlamentar” para o corrente mês de Dezembro.

Para António Monteiro, tratou-se de uma “tamanha falta de respeito para com estes senhores que, hoje já com cabelos brancos”, mas que outrora enquanto jovens de 17, 18, 19 anos, “puseram tudo à disposição do País para que pudesse ascender à independência”.

“Não fossem eles, provavelmente, não teríamos a Independência, porque não teríamos um corpo de exército para hastear a bandeira cabo-verdiana e baixar a portuguesa”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da comissão da Associação dos Militares da 1ª Incorporação de 1975 (Amincor-75), em São Vicente, Manuel Fortes, lembrou que há um grupo de cerca de 300 pessoas que participou em acções que contribuíram para “acelerar a Independência” de Cabo Verde.

Como exemplo, citou o levantamento na designada Zona Libertada, em Ribeira Bote, São Vicente, e outra acção que ocorreu na zona de Ponta Belém, na Cidade da Praia. No entanto, segundo Manuel Fortes, alguns desses militares “passam por dificuldades” e outros “já morreram na miséria.”

“Não sabíamos se ia dar certo ou não [a Independência]. Calhou, deu certo e temos orgulho desta terra”, considerou o ex-militar, realçando que entraram na 1ª incorporação de 1975 pelos seus “avós, pais, irmãos e parentes para que tivessem uma vida melhor”.

A mesma fonte recordou que, de acordo com a lei n.º 15/IV/ 91, de 30 de Dezembro, “todos aqueles que lutaram de forma activa em prol da Independência Nacional têm direito ao título de combatente”, o qual, afirmou, “não foram contemplados”.

CD/AA

Inforpress/Fim

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