As restrições à circulação de talentos é um péssimo contributo ao desenvolvimento do mundo – Olavo Correia

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou hoje que com as restrições à circulação de talentos os países estarão a dar um péssimo contributo ao crescimento e desenvolvimento do mundo.

O governante cabo-verdiano, que falava enquanto orador no debate sobre “Cabo Verde e os desafios do futuro”, promovido pela Agência de Notícias de Portugal, Lusa, na cidade da Praia, disse que o mundo actual deve ser um mundo sem limites e sem fronteiras.

“Penso que a primeira questão que nós temos que remover a nosso nível e mais uma vez um desafio para a CPLP é criar as condições para que tenhamos livre circulação de capitais e de bens, mas particularmente de pessoas porque sãos as pessoas que fazem a diferença. São os talentos. Nós não podemos ter restrições à circulação dos talentos. Estaremos a dar um péssimo contributo ao crescimento e desenvolvimento do mundo”, disse.

Olavo Correia aproveitou para apelar que no espaço CPLP todos trabalhem, com determinação para que possa existir o quanto antes a livre circulação de pessoas, bens e capitais.

O ministro das Finanças afirmou também que hoje Europa é “importante” para o continente africano, assim como o continente africano é importante para a Europa, uma situação que, segundo afirmou, coloca Cabo Verde numa “situação dianteira”.

“O nosso destino é um destino comum e colectivo e, portanto, as barreiras administrativas que existem hoje à livre circulação devem ser abolidas para que possamos avançar”, defendeu.

Por outro lado, Olavo Correia falou numa forte aposta nas tecnologias para colocar os talentos do mundo ao serviço do mundo.

“A tecnologia elimina barreiras, unifica países, liga pessoas e pode fazer de todos nós pessoas mais felizes, desde que ela seja bem utilizada e Cabo Verde tem de trabalhar para aproveitar esta oportunidade”, disse, apontando para apostas em infra-estruturas e telecomunicações e na criação da zona económica especial tecnológica.

“ Nos queremos avançar para o 5G, temos de apostar na ligação à rede de cabo fibra óptica e estamos com outros projectos em estudos para que possamos ter boas ligações e ao mundo e capacitar os nossos recursos humanos”, disse.

Neste sentido falou de um quadro de parceria para que o país possa ter empresas a operar em Cabo Verde, a criar condições de serviços e exportar para o mundo com jovens cabo-verdianos, empresários cabo-verdianos e com talentos cabo-verdianos.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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