As principais cadeias do país vão ser reforçadas com novos agentes prisionais – responsável

 

Cidade da Praia, 08 Nov (Inforpress) – Os principais estabelecimentos prisionais do país vão contar a partir de Dezembro com mais 50 novos agentes prisionais, para resolver a questão da sobrecarga horária do pessoal.

A directora geral dos Serviços Prisionais e da Reinserção Social, Júlia Reis fez este anúncio quando falava hoje à imprensa à margem do acto de entrega de um conjunto de fardamentos aos agentes prisionais da Cadeia Central da Praia.

Instada se as reivindicações dos agentes prisionais estão a ser satisfeitas, Júlia Reis afirmou que grande parte das exigências já foi resolvida e que o recrutamento de novos agentes vai ajudar a resolver o problema de pessoal neste sector.

A responsável admitiu, por outro lado, que em 2018 os reclusos passarão a contar com as suas próprias fardas de identificação.

Segundo ela, trata-se de um projecto para o presente ano, mas que não foi possível concretizar.

“Pensamos em formar os próprios reclusos em corte e costura e serão eles mesmos a confeccionar os seus próprios fardamentos”, adiantou a directora geral dos Serviços Prisionais e da Reinserção Social, acrescentando que esta será também uma das formas de os capacitar para o mercado do trabalho após cumprirem a pena.

Actualmente, a Cadeia Central da Praia conta com uma população prisional de 1151 pessoas, entre homens e mulheres. Um total de 83 agentes garante a segurança do estabelecimento, mas com a formação de novos agentes este contingente vai ser reforçado.

Conforme apurou a Inforpress, este estabelecimento prisional tem capacidade para pouco mais de 700 presos.

“É verdade que temos uma sobrelotação, mas com a elevação das penas para as cadeias regionais pensamos que poderemos descompactar um bocadinho a Cadeia Central da Praia relativamente às penas mínimas”, indicou essa responsável.

Dos 50 agentes em formação, 12 são mulheres. Esta formação tem a particularidade de ser feita, pela primeira, pela própria Cadeia Central da Praia, em que os formandos permanecem ali em regime de internato.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

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