As maiores soluções para limpar os oceanos têm vindo de jovens – Paulo Veiga

Mindelo, 18 Out (Inforpress) – O secretário de Estado-adjunto para Economia Marítima disse hoje que as maiores soluções para limpar os plásticos dos oceanos têm vindo de jovens de 16 anos, de 19 anos, e não de doutores, cientistas e especialistas.

Paulo Veiga falava aos jovens na cidade do Mindelo, durante o Fórum Nacional da Juventude sobre a localização dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável.

Lembrando que 99% do território cabo-verdiano é composto pelo oceano e pelas zonas costeiras, o secretário de Estado-adjunto para Economia Marítima falou do ODS 14, colocando a tónica sobre o impacto que as mudanças climáticas têm nos oceanos e no futuro das pessoas.

O governante recordou que o actual relatório sobre as mudanças climáticas apresentado pelas Nações Unidas coloca um desafio “especialmente” na juventude que é uma mudança de atitude, de paradigma.

E essa mudança, sustentou, representa oportunidades também para todos os empreendedores e para os criativos e que, neste quesito, os jovens podem ser a solução. Isto porque, ajuntou, as maiores soluções para limpar os plásticos dos oceanos têm vindo de jovens de 16 anos ou de 19 anos e não de doutores, cientistas e especialistas.

“Estamos numa era que é um grande desafio e o que nós decidirmos daqui para frente vai ter impacto no nosso futuro e no futuro do planeta. Portanto, vocês podem fazer isso com muito mais facilidade porque a juventude é irreverência, não tem medo, experimenta, vai para frente, acredita, sonha e tenta”, instigou Paulo Veiga para quem o Governo tem de criar as condições para que os sonhos dos jovens se realizem.

A coordenadora das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, falou sobre o papel das comunidades no cumprimento da Agenda 2030.

A mesma defende que o papel que todos devem ter é de estar informados e sensibilizados para passar as informações aos que não têm acesso para que, de facto, esses ODS sejam alcançados.

Ana Graça disse que não depende apenas da vontade de cada um conseguir implantar esta agenda.

Outrossim, explicou que é preciso uma “forte visão e liderança nacional” para que os países tenham uma “estrutura institucionalizada de planeamento”, ao nível local, em que as pessoas, as associações, os jovens, as mulheres, sob a liderança do poder local, possam fazer o diagnóstico de quais “as necessidades mais urgentes” nos respectivos bairros e colaborarem com as “suas soluções, com a sua voz no planeamento do desenvolvimento municipal”.

Por sua vez, o jovem activista do bairro de Safende, na Cidade da Praia, Bernardino Gonçalves, que falou sobre o engajamento que os jovens devem ter para cumprir os ODS, defendeu que é preciso ter disciplina e que os jovens tenham conhecimentos e não sejam ignorantes.

CD/CP

Inforpress/Fim

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