Arquivo Nacional de Cabo Verde inicia este ano a segunda fase do projecto de resgate documental (c/áudio)

Cidade da Paia, 02 Jan (Inforpress) – O Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) vai dar início, este ano, à segunda fase do projecto de resgate do acervo documental da história de Cabo Verde depositado no Arquivo da Ultramarina, em Portugal.

A informação foi avançada à Inforpress, pelo conservador do ANCV, José Maria Borges Tavares, tendo informado que, ainda este mês, vão se deslocar à Lisboa para perceber em que pé se encontra este projecto.

“Houve uma interrupção de 2015 a esta parte por razões outras, mas o nosso parceiro, o Estado português, conseguiu mobilizar recursos e já disponibilizou uma grande fatia, quase 80 por cento (%) do valor para este projecto, portanto vamos dar início a essa segunda fase de trabalho que será de três anos”, avançou.

Apesar desta segunda fase ter um período de três anos, informou que vão continuar a trabalhar no sentido de fazer a transferência de todos os documentos que estão em algumas instituições em Portugal e em outros países.

A primeira fase deste projecto de resgate teve lugar em 2012-2014 e durante três anos foi feito o levantamento de todo o acervo pertencente à história de Cabo Verde em Portugal.

Neste levantamento, de acordo com a informação disponibilizada à Inforpress pelo conservador em Junho de 2019, foram encontrados 10.110 documentos, distribuídos por 138 gavetas, e deste acervo 8.024 constituem o Fundo do Arquivo do Conselho Ultramarino e encontram-se instalados em 112 gavetas metálicas, sendo na sua maioria documentação manuscrita avulsa, datada de 1.614 a 1.833.

Convidado a fazer uma perspectiva deste ano, José Maria Borges Tavares disse que 2020 terá que ser um ano em “grande”, isto porque o Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, garantiu a inscrição, na proposta do Orçamento de Estado para 2020, da verba, para a implementação do Novo Estatuto e da proposta de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), aguardando só o agendamento para aprovação em Conselho de Ministros.

Com o novo estatuto, informou, o ANCV sofrerá “alterações relevantes” e passará a ter a categoria de Instituto Público e contará com os seguintes órgãos: Conselho Directivo, Conselho Técnico e Científico e o Fiscal Único.

“Para que a instituição funcione é preciso que os trabalhadores estejam motivados e uma das reivindicações que sempre foi colocado é a questão da progressão, reclassificações e em 2018, o senhor ministro conseguiu verba necessária para resolver os pendentes”, disse, assegurando que com a aprovação desses dois instrumentos vão estar em condições de resolver todas as pendências.

Uma vez cumprida esta parte, o conservador assegurou que vão “meter a mão na massa” e começar a produzir ainda mais.

“Temos que analisar um conjunto de actividades, quer da parte da formação, organização dos fundos, parcerias e projectos estruturantes, portanto, já estamos a calendarizar um conjunto de actividades para marcar o ano”, sublinhou.

Durante este ano, salientou, vão estar mais aberto à sociedade, isto é, vão evolver mais a sociedade nas suas actividades para que esta possam conhecer melhor a importância do arquivo histórico e dos vários serviços prestados.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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