ARFSS garante ter colocado segurança dos utentes do Estádio da Várzea na linha da frente

Cidade da Praia, 08 Jun. (Inforpress) – O presidente da ARFSS reconhece que partes das bancadas do Estádio da Várzea constituem perigo para a integridade física dos ocupantes, mas defendeu que realizou provas regionais com toda a segurança possível, limitando os espaços críticos aos espectadores.

Mário Donnay Avelino sublinhou à Inforpress que tinha denunciado este problema há cerca de oito anos e que nada foi feito e lamentou que “nenhuma das autoridades tivesse a coragem de levar em conta esta preocupação num estádio emblemático como o da Várzea”.

Critica o facto de “ninguém ter tomado medidas em tempo certo para garantir a segurança dos espectadores”, pelo que entende que “interesses outros estiveram por detrás das medidas tomadas em cima de hora”.

Donnay Avelino culpabiliza a Câmara Municipal da Praia de “ter deixado o estádio a degradar-se desde há muito tempo”, ressalvando que esta infraestrutura desportiva poderia receber obras de reparação enquanto estava fechada ao público.

O responsável desportivo gaba-se do facto da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul ter sido a primeira em Cabo Verde a retomar as provas regionais depois da paragem da pandemia, mas garantiu à Inforpress que todas as precauções foram tomadas para garantir a segurança máxima a todos.

Nesta perpectiva, indaga o porquê de entidades como a Câmara da Praia, o Governo, através do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) e a própria Federação Cabo-verdiana de Futebol, não procurarem soluções para a Várzea, desde que tiveram conhecimento do relatório do Laboratório da Engenharia Civil e da própria autarquia.

Entende que em vez de procurar os culpados, há que encontrar soluções, acrescentando que a responsabilidade deve estar acima de tudo, com o argumento de que a ASRFS não tem qualquer sustentabilidade na realização de provas sem públicos, já que tem despesas inerentes com o pagamento do “staff”, policiamento, árbitros, de entre outros.

“Sem Estádio Nacional, interditado pela CAF, e sem o Estádio da Várzea, qual seria a solução para o futebol na maior região desportiva do País?”, indaga este dirigente, esclarecendo que o caso mais gritante é o da banca barómetro da Várzea que se encontra-fechada há vários anos ao público, por falta de condições de segurança.

O presidente da ARFSS elogia a FCF pela colocação de um novo relvado no Estádio da Várzea, fruto da parceria com a FIFA, mas considerou que o processo está inacabado por falta de conclusão das obras de irrigação do relvado, indispensáveis para prolongar o tempo de vida do relvado.

“Donnay” Avelino disse que a ARFS, enquanto principal utilizador desta infraestrutura desportiva, realizou “com sucessos um número significativo de provas como campeonatos e taças, masculinas e femininas em diversos escalões”, no Estádio da Várzea, mas que o acesso aos espaços degradados nas bancadas foi sempre interditado ao público, mediante colocação de cancelas.

“O mais afectado em toda esta problemática são a associação, os clubes, os atletas, os dirigentes e simpatizantes de Santiago Sul”, realçou Donnay Avelino, para quem a ARFSS não tem qualquer responsabilidade, nem nos jogos nacionais, e muito menos nos torneios como a Leader Cup, “por falta de poder”, final que esta semana esteve no centro de uma grande polémica.

Refira-se que depois da Federação ter interditado o acesso ao público no jogo da quarta jornada do Campeonato Nacional entre o Sporting da Praia e Varandinha do Tarrafal, em defesa da segurança de todos, a final da Leader Cup realizada no mesmo espaço e à noite contou com moldura humana que presenciou o jogo, provocando uma onda de críticas e contestação nas redes sociais.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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