Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Apreensões na África Ocidental e Central sugerem expansão da cocaína nas regiões – ONU

Viena, 25 Jun (Inforpress) – O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla inglesa) considera que o aumento das apreensões de cocaína na África Ocidental e Central durante o ano passado sugere uma expansão da prevalência da droga nestas regiões.

No Relatório Mundial sobre a Droga de 2020, hoje divulgado, a UNODC aponta que “apreensões significativas em países em África em 2019 sugerem que o total de cocaína apreendida pode ter alcançado um recorde histórico superior a 20 toneladas”, tendo a maioria sido confiscada nas regiões da África Ocidental e Central.

Entre os casos citados no relatório, constam as apreensões de 0,8 toneladas de cocaína na Guiné-Bissau em Março de 2019 e de 1,8 toneladas em Setembro do ano passado, assim como a intercepção de uma remessa de 9,5 toneladas da mesma droga em Cabo Verde, em Fevereiro do mesmo ano.

No ano anterior, o continente africano tinha sido uma das regiões que menos apreensões de cocaína fez, registando 0,4% do volume total desta droga apreendida em 2018 – apenas à frente da Oceânia (0,2%) e da Ásia (0,3%).

“Ainda assim, apesar de África parecer um destino marginal para a cocaína, há sinais de que a África Ocidental e o Norte de África são de uma importância contínua e, possivelmente, crescente enquanto áreas de transbordo para a cocaína destinada à Europa e a outros mercados lucrativos”, acrescenta-se no documento, hoje divulgado.

No entanto, a UNODC alerta que estes números “podem sofrer da limitada capacidade das autoridades locais em executarem missões eficazes”.

A edição deste ano do Relatório Mundial sobre a Droga acrescenta que a maior parte da cocaína que entrou no continente africano entre 2014 e 2018 “parece ter partido do Brasil, seguindo-se Colômbia, Bolívia e Peru”, sendo o continente africano utilizado como uma ponte para mercados europeus como Espanha, França e Itália.

Entre as várias apreensões feitas em África no ano passado, o relatório da UNODC destaca a apreensão de várias remessas de cocaína oriundas do Brasil, como uma apreensão de 0,8 toneladas no Senegal, em Junho do ano passado, com destino a Angola, e a apreensão de 0,8 toneladas de cocaína no Benim, em Dezembro, destinadas ao Níger.

Segundo a agência das Nações Unidas, os traficantes de cocaína estão também a diversificar as rotas tomadas.

“A Venezuela foi, em tempos, um dos maiores pontos de partida, mas viu a sua importância diminuir com a volatilidade política. O Brasil continua um importante país de trânsito e pode até ter de desempenhar um papel maior, e o Uruguai também parece estar a crescer”, aponta a UNODC, que refere que, no final de 2019, as autoridades uruguaias apreenderam duas remessas, num total superior a nove toneladas de cocaína, com destino à África Ocidental.

Inforpress/Lusa/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos