APMIUD abre lanchonete para garantir trabalho às associadas

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência (APIMUD) vai abrir no dia 23 de Julho uma lanchonete solidária para garantir trabalho as associadas recém-formadas na área de pastelaria e panificação.

A informação foi dada pela presidente da APIMUD, Naldi Veiga, em declarações à imprensa momentos antes de uma sessão de degustação dos produtos confeccionados pelas mulheres que participaram na acção de formação no âmbito de projecto “Equipar para empoderar as mulheres com deficiência e famílias com baixa condições económicas”.

“Com isso, estamos a procurar melhorar a capacidade de oferta da lanchonete, que irá contribuir para garantir emprego para mulheres deficientes, visando a melhoria das suas condições de vida”, disse, ajuntando por outro lado, que a maioria vive de pensão social.

Para iniciar, explicou, a lanchonete da APIMUD vai começar por oferecer produtos apenas de pastelaria para depois introduzir a panificação.

Ainda segundo Naldy Veiga, os ganhos conseguidos com os produtos vendidos na lanchonete irão servir para ajudar na sustentabilidade da associação, com o pagamento da renda e de outras necessidades.

A APIMUD que tem uma subvenção da Direcção-Geral da Inclusão Social no valor de 72 mil escudos, mensais, para reforçar a sua capacidade e funcionamento, tendo recebido para este projecto um financiamento de 750 mil escudos.

O valor ofertado pela Direcção-Geral da Inclusão Social, acrescentou Naldi Veiga, tinha como propósito, equipar uma cozinha semi-industrial e capacitar as associadas.

Em declarações à Inforpress, Elsy Fonseca e Ajamir Braga, manifestaram a sua satisfação por terem participado numa formação que as ajudará a abrir um pequeno negócio e poder, assim, ter o seu próprio rendimento sem depender dos outros.

Conforme a diretora-geral da Inclusão Social, Mónica Furtado, a APIMUD, desde a sua constituição, tem apostado “fortemente” em “empooderar” as mulheres com deficiência, pelo que sempre tem submetido ao ministério tutelar projectos de formação, integração e de oportunidade laboral.

“Isso é muito importante, porque para além da vertente que facilita e aumenta as suas capacidades para inclusão laboral, permite também ter espaço de socialização de outras aprendizagens”, enfatizou.

O facto de o Ministério valorizar a auto-dependência da inclusão efectiva das pessoas no mercado laboral, a aposta nas pessoas com deficiência para que possam ser produtivas e ter o seu próprio rendimento “é muito importante”, disse.

Neste âmbito, lembrou, a formação feita no ano passado na vertente corte e costura, uma acção que na sua opinião tem ajudado muitas mulheres com deficiência a terem o seu próprio negócio.

A formação, financiada pelo Ministério da Inclusão Social tem como obejctivo ‘empoderar’ as mulheres, jovens e familiares de pessoas com deficiência a promoverem a sua inclusão social.

PC/CP

Inforpress/Fim

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