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Apesar dos avanços Cabo Verde tem ainda desafio constante a nível da contaminação dos alimentos – responsável

Cidade da Praia, 07 Jun (Inforpress) – A secretária do Secretariado Nacional da Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN) disse hoje que a questão da contaminação dos alimentos nunca será uma tarefa ganha, mas sim um desafio constante nos vários sectores.

A constatação foi feita por Maria Rosa Semedo, que falava aos jornalistas, à margem de uma “conversa aberta”, sobre a situação da segurança sanitária dos alimentos em Cabo Verde, promovida pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, no âmbito do Dia Internacional da Segurança Sanitária dos Alimentos.

A efeméride é celebrada pela primeira vez hoje, 07 de Junho, em todo mundo sob o lema “Situação da segurança sanitária dos alimentos – uma responsabilidade de todos”.

Apesar de Cabo Verde ter conseguido “avanços significativos” a nível da legislação da segurança sanitária de alimentos, com criação de leis, regulamentos e progressos a nível da fiscalização, segundo Maria Rosa Semedo, a questão da contaminação dos alimentos nunca será uma tarefa ganha, mas sim um desafio constante nos vários sectores.

Entretanto, avançou que em termos de controlo, o arquipélago está no “bom caminho”, sendo que existem controlos a nível dos portos e aeroportos para produtos alimentares e os últimos dados indicam que os resíduos estão baixo dos limites recomendados.

“Podemos ver que em termos de alimentação e segurança sanitária nós estamos bem, mas temos ainda vários desafios relacionados com a responsabilidade, alerta esse deixada pelas Nações Unidas porque a segurança sanitária dos alimentos não diz respeito apenas ao Estado, mas também dos consumidores, transformadores, produtores, comerciantes ou seja é uma responsabilidade de todos”, constatou Maria Rosa Semedo.

Por seu turno, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, chamou atenção sobre esta questão, que, segundo o governante, diz respeito aos países desenvolvidos e menos desenvolvidos e que requer também o envolvimento da sociedade civil, Governos e instituições do sector privado sendo que de uma forma ou outra entram na cadeia da produção, distribuição, processamento e consumo dos alimentos.

“Nós podemos assinalar ganhos importantes no nosso país, se formos considerar a redução drástica da mortalidade infantil, da permanência das doenças transmitidas da água ou de alimentos contaminados e o aumento da esperança de vida da nossa população, tudo isso contribui para o desenvolvimento socioeconómico e para a elevação do próprio índice de desenvolvimento humano”, realçou.

Na ocasião, apelou a todos os cabo-verdianos, a se engajarem nesta causa e a juntarem os esforços a nível institucional na execução de todas as actividades que envolvem a sociedade civil e os cidadãos para que juntos possam trabalhar para mudanças positivas e atitudes práticas em prol da produção e consumo de alimentos seguros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, por ano surgem anualmente 600 milhões de casos de doenças transmitidas por alimentos não seguros e que três milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças transmitidas pela água e alimentos contaminados, afectando países em desenvolvimento e desenvolvidos.

A data visa sensibilizar a população sobre a prevenção da contaminação de alimentos e fazer face aos riscos subjacentes, contribuindo assim para a segurança dos alimentos, desenvolvimento da agricultura, saúde, bem como o acesso aos mercados, desenvolvimento do turismo, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

AV

Inforpress/Fim

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