APECV concorda com novas medidas adoptadas para retoma das actividades culturais

Cidade da Praia, 16 Jan (Inforpress) – O presidente da Associação de Produtores de Eventos de Cabo Verde (APECV), Mário Bettencourt, disse hoje que estão de acordo com as novas medidas adoptadas pelo Governo para a retoma das actividades culturais e recreativas.

Mário Bettencourt falava à Inforpress, a propósito das novas medidas adoptadas pelo Governo, esta sexta-feira, para a realização de eventos artísticos, culturais, recreativos e de lazer, tendo considerado que este novo cenário pode dar uma esperança a este sector e aos seus agentes.

“Esse conjunto de medidas veio melhorar isto, imenso, porque mudaram-se vários aspectos a nível dos espectadores, de situações de acesso aos bares e da criação de actividades, e acredito que poderemos ir adaptando, progressivamente, as nossas necessidades à essas medidas que Governo vai implementando para o nosso sector”, admitiu.

Por outro lado, o presidente da APECV destacou a importância do diálogo e da consulta permanente entre as partes, tendo observado que esta é a “melhor solução”, e que só assim vão poder encontrar trâmites de mitigação a esta situação causada pela pandemia da covid-19.

“Porque para nós, não nos interessa também que o vírus se prolifere”, disse, ressaltando que por esta razão, se deve reunir todas as condições para que se retome as actividades culturais de lazer, e sobretudo, dentro do maior controle possível.

Deste modo, Mário Bettencourt reiterou que estão de acordo com o que foi publicado no Boletim Oficial, porque, conforme justificou, já mostra uma “janela de oportunidade” e uma “luz ao fundo do túnel” de que se pode, de facto, retomar alguma actividade.

Ciente de que neste momento não se pode realizar actividades de massa, o presidente da APECV reiterou que têm, também, a conveniência em contribuir para que todas as medidas impostas pelas autoridades sejam respeitadas de modo a se fazer face a esta pandemia.

Por isso, advogou que para voltar a ter eventos similares ao formato antes da pandemia, vão ter que ser pacientes, pelo que acredita que o Governo vai manter o diálogo e vão adaptando conforme as situações irem permitindo, sempre salvaguardando a questão da saúde e de bem-estar do geral.

De entre as restrições publicadas no Boletim Oficial, destaca-se, os estabelecimentos que de origem são discotecas, clubes de dança ou pub dancings e cujos responsáveis sejam detentores de licença e/ou alvará de funcionamento, podem ser autorizados a converter a sua actividade, sem necessidade de alteração da respectiva classificação económica, podendo funcionar como estabelecimentos de consumo de bebidas e de refeições leves, na modalidade de lounge bar.

“Os estabelecimentos que nos termos do número anterior sejam convertidos em lounge bar, funcionam em espaços amplos e arejados, com horário diferenciado dos bares, com lugares previamente definidos, dispostos de forma a que os clientes sejam organizados em pequenos grupos, em contexto intrafamiliar, preferencialmente entre coabitantes, e se mantenham distanciados de outros grupos, formando entre si núcleos de clientes e que poderão ocupar diferentes níveis de ambiente”, lê-se no documento.

De acordo com o mesmo, nos estabelecimentos de lounge bar, a actividade de dança é absolutamente vedada, podendo, no entanto, funcionar com música ao vivo dentro dos limites de ruído fixados na lei.

TC/CP

Inforpress/Fim

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