APC-CV quer capacitar professores para gerir conflitos a partir da construção da desigualdade de género (c/áudio)

Cidade da Praia, 16 Fev (Inforpress) – A Associação dos Professores Católicos de Cabo Verde (APC-CV) defendeu hoje uma “maior capacitação” dos professores para que possam gerir conflitos gerais, a partir da construção da desigualdade de género.

“O que a ideologia do género propõe é a desconstrução de que não existe homem nem mulher. Sabemos que para ter uma família precisamos de ter homem, mulher e filhos, pelo que pensamos que o objectivo da ideologia do género é destruir a família”, disse.

O presidente do núcleo da Praia da Associação dos Professores Católicos de Cabo Verde (APC-CV), Ricardino Rocha, fez essas considerações quando falava à imprensa à margem do IV Fórum Internacional sobre “Educação e desafios antropológicos em Cabo Verde”, que decorre no Centro Paroquial Nossa Senhora da Graça, hoje e domingo.

O evento, que tem como objectivo assinalar o 25º aniversário da APC-CV, visa, segundo aquele responsável, debater junto de diferentes agentes pastorais a questão do género nos seus diferentes aspectos e reflectir sobre a sua possível implementação na escola, ou seja, uma educação voltada para o género.

Segundo o responsável do núcleo da APC-CV, na Praia, a questão da ideologia do género deve ser feita pela família, por ser ela a quem cabe educar, sendo que a escola deve complementar o ensino sobre a matéria.

“O que se pretende com a ideologia do género é fazer uma lavagem cerebral as crianças, a partir dos cinco anos o ensinamento de que ela não é nem masculino, nem feminino. A pessoa quando chegar a puberdade é quem deve decidir o que quer ser”, explicou, afirmando por outro lado, que isso é desconstruir o que está construído.

No IV Fórum, em que serão apresentados três painéis para debater “Género e as suas abordagens”, “Os desafios da questão do Género” e “Afectividade e sexualidade”.

Nos diferentes painéis serão ainda apresentados temas como “Sexualidade, género e desafios bioéticos”, “Género e interculturalidade”, “Radiografia social do Género”, “Género e Educação”, entre outros.

No fórum, em que participam cerca de 250 professores das ilhas de Santiago, Fogo e Maio, será debatido os aspectos biológicos da sexualidade humana e sobre a sua dimensão antropológica, social e cultural; conhecer as ideias político-ideológicas da questão do género e reflectir de forma sistemática sobre o papel do professor cristão perante a implementação da questão do género nas escolas.

PC/AA

Inforpress/Fim

 

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