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Antigo presidente da ONAD-CV alerta para perigo da “venda desenfreada” de medicamentos e suplementos para atletas

Cidade da Praia, 07 Ago (Inforpress) – O primeiro presidente da Organização Nacional Antidopagem de Cabo Verde (ONAD-CV), Manuel Gomes, alertou hoje as autoridades para a necessidade de um “controlo apertado” sobre a venda de medicamentos e suplementos para atletas em Cabo Verde.

Reclama pelo facto de embalagens de comprimidos e drogas, como anfetaminas e outras substâncias semelhantes, estarem à venda no mercado informal de Sucupira e em estabelecimentos comerciais identificados na cidade da Praia, “a olhos nu”, o que motiva os atletas para o seu uso, visando o desenvolvimento da massa muscular.

Este clínico, entretanto, avisa que muitas destes complementos são substâncias químicas de dopagem, o que, a seu ver, sobrecarrega o organismo e causa mal aos atletas, exemplificando que já se chegou a ter casos de morte súbita na ilha de São Vicente.

Gomes fez questão de prevenir os atletas para as consequências progressivas no futuro no uso destes medicamentos e suplementos, alegando que os possíveis resultados alcançados poderão ter efeitos negativos, razão pela qual diz esperar que a actual direcção da ONAD-CV consiga dar avanço a esta luta.

Isto por entender que o desporto em Cabo Verde já atingiu níveis que exigem uma nova mentalidade aos atletas, e que com participações nas provas internacionais os praticantes poderão ser surpreendidos a qualquer momento com controlos anti-doping.

Cita o exemplo da inspecção a que a atleta internacional Crisolita Rodrigues foi surpreendida (teste negativo) em Macau.

Avançou que Cabo Verde está bem posicionado a nível do continente africano, mas que se torna necessário preservar a imagem do país junto dessas instâncias internacionais.

Ressalva que a venda destas substâncias no mercado cabo-verdiano chegou a inquietar a Agência Mundial Antidopagem, alegando que esta organização teve de solicitar informações sobre o papel das alfândegas de Cabo Verde na filtragem destes produtos, assim como inteirar-se das medidas tomadas junto das casas comerciais, no sentido de bloquear o negócio de venda destes produtos no país.

Médico de profissão na reforma, “Doctor Gomes”, como é conhecido nesta cidade, esteve na implantação de luta antidopagem no país, em 2009/10, altura em que a Agência Mundial Antidopagem (AMA) exigia que Cabo Verde acelerasse a sua apresentação do programa nesta luta, de forma que o país pudesse ter um representante na Zona II e III em África.

SR

Inforpress/Fim

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