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Antigo ministro do Interior da Guiné-Bissau detido pela polícia – mulher

Bissau, 02 jul (Inforpress) – O antigo ministro do Interior da Guiné-Bissau Juliano Fernandes foi detido na quarta-feira pela polícia quando entrava num posto fronteiriço do país, vindo do Senegal, disse à Lusa a mulher do advogado e dirigente partidário guineense.

“Neste momento estou a caminho de Bissau. Não sei dizer com precisão qual é a situação dele. Só sei que não está livre. Foi conduzido pela polícia de São Domingos para Bissau”, afirmou a mulher de Juliano Fernandes contactada pela Lusa por telefone.

Advogado e secretário-geral da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Juliano Fernandes ocupou o cargo de ministro do Interior no Governo de Aristides Gomes, demitido pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo o deputado Marciano Indi, líder da bancada parlamentar da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Juliano Fernandes terá sido detido pela polícia na localidade de São Domingos, a norte da Guiné-Bissau, na noite de quarta-feira, logo depois de cruzar a fronteira, vindo de Ziguinchor, no sul do Senegal.

Uma outra fonte da APU-PDGB disse à Lusa que Juliano Fernandes, que se tinha deslocado ao estrangeiro em tratamento médico, encontra-se incontactável.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos tem denunciado o comportamento das forças de segurança no país.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem apoiado na monitorização dos direitos humanos no país desde Maio.

Segundo dados divulgados na quarta-feira pela agência das Nações Unidas, desde Maio já foram recolhidos 150 casos de violação dos direitos humanos, incluindo detenções ilegais e arbitrárias perpetradas pelas forças de defesa e segurança.

Em Junho, o deputado Marciano Indi foi sequestrado e espancado por um grupo de homens que o levaram para uma esquadra da polícia, acabando por ser libertado após a intervenção do presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

Ainda em Junho, dia 20, um dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) foi detido por alegada posse de armas de uso militar, acabando por ser libertado passadas 72 horas pelo Ministério Público.

Inforpress/Lusa/Fim

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