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Ano Agrícola: Ministro admite que chuvas que caíram até ao momento estão ainda aquém do desejado

 

Cidade da Praia, 18 Set (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente admitiu hoje na Cidade da Praia, que as chuvas que caíram até ao momento no país estão aquém do desejado, apesar de as previsões serem boas para a região da África Ocidental.

Gilberto Silva reconheceu este cenário em declarações aos jornalistas à margem da sessão solene de abertura do novo ano lectivo que decorre sob o lema “Educação: um compromisso com o presente e com o futuro”, a que presidiu na Cidade da Praia.

“A previsão foi para toda a região ocidental, e não que não está a tornar-se realidade, mas em relação a Cabo Verde, as chuvas ocorridas até ao momento estão aquém do desejado, sendo que o ano agrícola ainda não terminou, é possível que venhamos a ter chuvas, mas já vamos atrasados”, afirmou.

O ministro avançou, no entanto, que o Governo está a pensar em todos os cenários para poder agir em consequência, notando que um “plano b” já existe, caso não chova, mas considerou que “ainda é cedo” para a sua possível implementação, já que ainda é Setembro, por isso, neste momento é seguir a situação, analisar os dados e até meados de Outubro ter uma posição “clara” sobre a matéria.

Em relação à praga de lagarto-cartucho-do-milho que fez estragos “consideráveis” sobre as plantas do milho no início de crescimento, Gilberto Silva precisou que o seu ministério agiu de imediato, tendo solicitado a ajuda da FAO que trouxe uma missão técnica que ajudou o país a identificar as medidas de curto, médio e longo prazo para controlar a praga.

“Trata-se de uma praga que não dá para erradicar, mas sim controlar, que é o que estamos empenhados a fazer numa abordagem de luta integrada, mas vamos solicitar um apoio emergencial dos nossos parceiros no sentido de podermos combater a mesma”, disse, sublinhando, que se a praga desenvolver os prejuízos seriam “bastantes consideráveis” na produção.

Conforme explicou Gilberto Silva, a ideia é fazer todo o controlo da praga de lagarto-do-cartucho-do-milho, para que nos próximos anos possa haver uma situação “controlada”, visto que caso o contrário a produção agrícola estaria em risco em Cabo Verde, porque é uma praga que pode propagar-se até 100 quilómetros por dia se as condições forem favoráveis, ou seja, em dois anos “já tomou conta” do continente africano.

DR/FP

Inforpress/Fim

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