Angola/Eleições: Coligação só com MPLA mais patriota e mais sensível ao cidadão – Chivukuvuku

 

Luanda, 20 Ago (Inforpress) – O cabeça-de-lista da CASA-CE às eleições gerais angolanas de quarta-feira, Abel Chivukuvuku, disse hoje que só admitiria uma eventual coligação com um MPLA diferente do atual, com “mais patriotismo e, sobretudo, mais sensibilidade para com os cidadãos”.

Chivukuvuku, que falava à margem do comício de encerramento de campanha do seu partido, em Luanda, tinha admitido anteriormente uma “geringonça à angolana” com a restante oposição, mas não tinha descartado uma aliança, caso fosse necessário, com “um MPLA diferente” do atual.

Questionado pela Lusa sobre se se referia a um MPLA (no poder desde 1975) com líderes diferentes dos atuais (o presidente do partido, José Eduardo dos Santos, e o vice João Lourenço), Abel Chivukuvuku respondeu negativamente.

“O que conta não são as pessoas, o que conta são as atitudes, o compromisso com os cidadãos”, disse o líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), acrescentando que o MPLA teria de demonstrar mais “patriotismo e, sobretudo, sensibilidade para com o cidadão”.

Sobre as suas prioridades caso vença as eleições de quarta-feira, Abel Chivukuvuku apontou a necessidade de “usar os recursos do país em benefício de todos os cidadãos”.

“Acabar com a corrupção, acabar com o desperdício. Acabar com a insensibilidade”, disse o cabeça de lista da CASA-CE, que deixou ainda uma palavra para a grande maioria de jovens presente no comício da tarde de hoje.

“A maioria da nossa população é jovem. Quem quiser realizar Angola tem de apostar na juventude”, realçou.

Abel Chivukuvuku também admitiu a possibilidade de os resultados de quarta-feira levarem a que as forças da oposição façam “uma coligação à angolana”.

Essa fórmula pós-eleitoral tinha sido avançada pelo candidato da União para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva.

“Por Angola, pela mudança, temos de pôr todas as portas abertas”, admitiu Chivukuvuku, classificando esse hipotético entendimento como uma “gerigonça angolana”.

A UNITA conseguiu 18% dos votos nas últimas eleições gerais, em 2012, enquanto a CASA-CE atingiu os 6%. O cabeça-de-lista do MPLA, João Lourenço, tem reiterado os apelos ao voto e a uma maioria qualificada nestas eleições, afirmando que aquele partido é o único que pode garantir a estabilidade em Angola.

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, às quais concorrem o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola constituiu 12.512 assembleias de voto, que incluem 25.873 mesas de voto, algumas a serem instaladas em escolas e em tendas por todo o país, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda, estando 9.317.294 eleitores em condições de votar.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do executivo, conforme define a Constituição, moldes em que já decorreram as eleições gerais de 2012.

Inforpress/Lusa/Fim

 

 

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