ANESP diz que respeita a greve dos vigilantes privados mas não vê razões para paralisações

Cidade da Praia, 20 Set (Inforpress) – O presidente da Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada (ANESP) disse hoje que respeita a greve dos trabalhadores de segurança privada, embora não vê razões para a existência da mesma.

Na sequência do anúncio de greve de três dias dos vigilantes privados com início a 21 de Setembro, Francisco Nascimento afirmou que a greve é um direito dos trabalhadores, mas sublinhou que não há motivos para a realização sendo que os sindicatos sabem porque é que ainda não foi implementada a nova grelha salarial.

Na quinta-feira, o presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (SINTSEL), anunciou que os trabalhadores de segurança privada vão fazer uma greve de três dias, (21, a 23) a nível nacional para reivindicarem o aumento salarial.

Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada, explicou que as empresas não estão em condições de cumprir com a proposta do aumento salarial estabelecido no acordo colectivo do trabalho que foi revisto em 2017.

Assegurou que do encontro da última sexta-feira, 18, com o Governo, no qual participaram o Sindicato da Indústria, Silvicultura, Agricultura e Pescas (SISCAP), Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA), Sindicato Indústria, Agricultura e Pesca (SIAP) e a ANESP houve um consenso sobre o Preço Indicativo de Referência (PIR).

Apesar de haver um consenso sobre o PIR, considerou que é um processo longo que requer o seu tempo, sendo que as empresas terão ainda de negociar com os seus clientes um novo valor a ser aplicado sobre o Preço Indicativo de Referência e o sector privado não vai ser abrangido pelo PIR.

“É um ganho para este sector sendo que está quase tudo definido e mais tardar até terça-feira todas as partes vão assinar a alteração do acordo colectivo de trabalho”, referiu o presidente que disse que é preciso que os sindicatos esclareçam os trabalhadores.

Francisco Nascimento explicou que o Preço Indicativo de Referência (PIR) vai criar as condições para paulatinamente as empresas começarem a pagar o salário previsto no contrato de trabalho.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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