ANAS valida dados de inquérito sobre água e saneamento em Cabo Verde

Cidade da Praia, 30 Mar (Inforpress) – A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) e parceiros validaram hoje os dados recolhidos no Inquérito das Nações Unidas sobre a Análise e Avaliação Mundial de Saneamento e Água Potável (GLAAS) 2021/2022 em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa após a validação do documento, o presidente do conselho de administração da ANAS, Cláudio Santos avançou que o objectivo é que Cabo Verde tenha dados viáveis e que sirvam de referênciam às organizações que operam no País, sobre onde está e para onde vai no respeitante ao sector da água e saneamento.

Os dados, segundo disse, referem-se aos níveis de serviço, da cobertura, da qualidade de água distribuída, do impacto no sector da saúde e das melhorias que esta deve trazer à saúde pública.

“Em Cabo Verde estamos bem, pois, temos uma cobertura de água que ronda os 84%, dos quais a melhoria foi adquirida nos últimos quatro anos, e temos ainda como objectivo até 2026 garantir que essa cobertura chegue muito próximo dos 100 por cento”, disse, realçando que os dados servem para que o País saiba onde está e o que precisa fazer para melhorar dentro da governança de água.

O propósito, conforme disse, é melhor servir a população cabo-verdiana no que respeita à água e ao saneamento por um maior benefício à saúde pública e à própria economia.

Questionada sobre os pontos do País com maior problema de cobertura de água e saneamento, Cláudio Santos confirmou a estatística diferenciada de ilha para ilha, realçando que na ilha de Santiago existem municípios cuja cobertura é diferente uns dos outros.

Nesta linha de ideias, afirmou que ter dados de referência é “exactamente saber onde melhor investir e melhor adequar” em concertação sempre com os municípios para garantir que haja alguma equidade em termos de serviços prestados que consta da Constituição da República.

Tudo isso, sublinha, para que de Brava a Santo Antão todas as comunidades possam ter o mesmo serviço, ou senão, muito próximo em termos de níveis.

Os resultados do inquérito, explicou, vão estar durante o ano em preparação já que tudo depende da entrega das informações aos operadores e serviços para que, no próximo ano, venha a ser partilhado com parceiros.

Cláudio Santos reiterou ainda que devido a tudo o que vem sendo feito neste domínio, com a regulação técnica feita pela ANAS e regulação económica assumida pela ARME (Agência de Regulação Multissectorial da Economia), o sector da água e saneamento no País “vai bem”.

O Programa Mundial da UN-Water para a Análise e Avaliação do Saneamento e da Água Potável pretende através do Inquérito das Nações Unidas sobre Análise e Avaliação Mundial de Saneamento e Água Potável (GLAAS) 2021/2022 monitorizar o ambiente (em termos de leis, planos, políticas, disposições institucionais e acompanhamento) e contributos (em termos de recursos humanos e financeiros) para o sector da água, saneamento e higiene (WASH) a nível regional e mundial.

Com isso, pretende ainda analisar os factores associados aos progressos para identificar os impulsos e os estrangulamentos, destacar as lacunas de conhecimento e avaliar os pontos fortes e os desafios dentro e entre países.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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