Anabela Varela, Gisela Barros, Geremias Furtado e Jaqueline Neves vencem Prémio Jornalismo de 2017

 

Cidade da Praia, 03 Mai (Inforpress) – Os jornalistas Anabela Varela, da TCV, Gisela Barros, da RCV, e a dupla Geremias Furtado/Jaqueline Neves, do jornal A Nação, são os vencedores do Prémio Nacional do Jornalismo de 2017, em Cabo Verde.

Anabela Varela e a sua equipa venceram o prémio na categoria da televisão com uma reportagem sobre a história secular da emigração dos bravenses para os Estados Unidos da América, denominada “Do sonho à saudade”.

A reportagem resgata os primórdios dessa aventura crioula que teve na pesca da baleia o trampolim de muitos cabo-verdianos para os Estados Unidos de América.

Na categoria da rádio, a jornalista Gisela Barros foi a vencedora do Prémio Nacional do Jornalismo de 2017 com uma reportagem sobre a microcefalia, que procura compreender as consequências dessa deficiência congénita para os recém-nascidos e para as respectivas mães.

A dupla Geremias Furtado/Jaqueline Neves vai receber o prémio do melhor trabalho na categoria da imprensa escrita pela reportagem “Assédio sexual: uma realidade ignorada por todos”.

Esta reportagem sobre o assédio sexual nas escolas cabo-verdianas “põe a nu toda uma cadeia de desresponsabilização e indiferença” que vai desde a família, passando pela escola até aos decisores políticos.

O júri do prémio decidiu igualmente atribuir menções honrosas aos trabalhos dos jornalistas Soraia Deus, com a reportagem sobre “Zica”, que fala da aflição de algumas mulheres grávidas quando descobriram que estavam infectadas com o vírus da Zica, e Nuno Andrade Ferreira, da Rádio Morabeza, que apresentou a peça “Nô Matu”, retratando o problema da desflorestação na Guiné-Bissau.

A jornalista Sara Almeida, do jornal Expresso das Ilhas, por seu lado, também recebeu uma menção honrosa pela reportagem “Uma história mal contada”, um esforço no sentido de reconstituir, a quente, o “massacre do Monte Tchota”, na madrugada do dia 25 de Abril de 2016.

Os vencedores do Prémio Nacional do Jornalismo de 2017, criado pelo Governo em 2014, vão receber o valor de 500 mil escudos cabo-verdianos, por cada categoria.

Durante o anúncio, a porta-voz do júri e presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), Carla Lima, disse que a sua equipa registou com apreço “o aumento exponencial” do número de candidatos no ano de 2017 em relação a edição anterior.

“De 16 jornalistas candidatos em 2016, este ano concorreram 25 jornalistas, o que prova a consolidação do prémio no seio da classe jornalística cabo-verdiana, que o vê como um reconhecimento justo pela qualidade e excelência do que se produz em Cabo Verde”, salientou Carla Lima.

JL/AA

Inforpress/Fim

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