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Amílcar Cabral foi um homem de desafios e com sentido de missão histórica – Pedro Pires

Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – O comandante Pedro Pires afirmou hoje que Amílcar Cabral foi um homem de acção, desafios com sentido de missão histórica que influenciou e acelerou o fim do império colonial português.

Pedro Pires que foi ex-combatente, primeiro-ministro de Cabo Verde independente e antigo Presidente da República fez estas declarações, durante a sua intervenção na cerimónia de abertura da Conferência de Pessoas e Organização – Mindset de Cabral de Liderança, realizada na Cidade da Praia por Ricardina Andrade, Pessoas e Organizações (RA-PO), em parceria com o Instituto Pedro Pires (IPP) e Fundação Amílcar Cabral (FAC).

Para o comandante, Amílcar Cabral foi um “coveiro do império colonial”, isto porque, justificou, o referido império morreu na Guiné após a conquista da independência da Guiné –Bissau e de Cabo Verde em 1974 e 1975, respectivamente.

“Cabral era um homem de desafios, um pensador fecundo, mas ao mesmo tempo um homem de acção, para além disso, era ousado, e numa conferência no Cairo em 1962 Amílcar Cabral faz uma afirmação que é extraordinária. Ele diz que a crise africana é uma crise de conhecimentos, mas essa crise de conhecimento creio que permanece até hoje”, lembrou, realçando que foi depois dessa afirmação que surgiu a História Geral da África e tantas outras obras.

No entender de Pedro Pires, Amílcar Cabral, que apontava a honestidade como principal atributo para o alcance dos objectivos, estava comprometido com a África cuja missão culminou com o seu assassinato, a 20 de Janeiro de 1973, na Guiné Conacri.

Ainda na sua intervenção, Pedro Pires considerou que Amílcar Cabral é um “mito incômodo e interpelador”, que pede resultados, requer mudanças, transformação e desordeiro que queria mudar a ordem na qual não estava de acordo.

“Ele propõe-nos uma vida com propósitos e significados aí entendemos o que dissemos atrás, que a vida para ele deve ter sentido e significado para podermos entender o célebre compromisso e juramento. Portanto quando adoptamos um homem desses com referência temos de ter em conta que ele é irrequieto”, declarou.

Pedro Pires concluiu sua intervenção afirmando que os companheiros cabo-verdianos de Amílcar Cabral herdaram “a audácia” de assumir o Cabo Verde “pobre”, “falido”, “politicamente anacrónico” e fazê-lo uma referência que ainda reclama por esforço continuado para o fazer cada vez melhor.

Por sua vez, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, considerou que Amílcar Cabral humaniza-se na cultura, através dos seus poemas, ressalvando que os seus poemas, reflectem a imagem de um ser humano que configurou a sua forma de pensar enquanto líder.

Para o governante, Amílcar Cabral deixou um legado como líder, fundador da nacionalidade cabo-verdiana e é uma figura que não deixará de estar presente no quadro das organizações e pessoas que se quer construir.

“Cabral corporiza não só uma liderança cabo-verdiana e guineense, mas uma liderança com contornos universais, incorporando no grito de Cabral o grito de todos os homens da sua época e do seu contexto e mais uma vez repito que é na cultura que Cabral se humaniza e consolida um conjunto de conhecimentos que fazem parte do seu quadro mental e conversão de seus homens no processo de luta”, afirmou.

Abraão Vicente reforçou ainda que através da sua militância pela cultura, Amílcar Cabral deixou plasmado para a eternidade o seu lado mais “humano”, “frágil” e de pensamentos que elucidam os seus momentos de vida, tendo afirmado que “acredita que a força de Cabral surge com o seu projecto de liderança”, isto porque justificou, todos os seus poemas mostram a ideia de nunca desistir.

O pai da independência conjunta da Guiné –Bissau e Cabo Verde e fundador do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Amílcar Cabral completaria hoje 97 anos de vida se fosse vivo.

Amílcar Cabral nasceu a 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné Conacri, filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora. Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde, a 5 Julho de 1975, e Guiné-Bissau, oficialmente a 10 Setembro de 1974.

Cabral partiu para Cabo Verde com apenas oito anos, acompanhado da sua família. Enquanto estudante, conseguiu uma bolsa de estudos para ingressar na universidade onde estudou Engenharia Agrónoma no Instituto Superior de Agronomia, em Portugal.

Foi dentro da sua “nova” vida universitária que Cabral começou a envolver-se mais com as ideologias oposicionistas e fundou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1956.

A 20 de Janeiro de 1973, o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, actual Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV) Amílcar Cabral foi assassinado na Guiné-Conacri, a oito meses da declaração de forma unilateral, da independência da Guiné-Bissau.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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