AME 2018: Facilidade na obtenção de visto e aposta nas plataformas digitais são alguns dos meios de entrada no mercado das Américas – conferencistas

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – Uma maior facilidade na obtenção de visto, aposta nas plataformas digitais e um melhor conhecimento do território são algumas das formas entrada no mercado da América, consideraram hoje os artistas e produtores de diversos países.

“América: como entrar no continente? Canada, Estados Unidos da América, América Latina, quais são as especificações? Como entrar neste mercado e como conseguir uma digressão neste imenso continente?” foi o primeiro tema debatido nesta edição do Atlantic Music Expo, que arrancou hoje, na Cidade da Praia.

Durante o dia de hoje, o Palácio da Cultura Ildo Lobo, na capital cabo-verdiana, foi o palco desta conferência que reuniu diversos amantes da música de diferentes países para debater a questão da entrada no mercado da música nas Américas.

Para os artistas, agentes culturais, manager e produtores é muito difícil entrar neste mercado devido a dificuldade na obtenção de visto, por isso apelam à intervenção das autoridades este processo de mobilização ou na atribuição de um passaporte cultural.

O conferencista e promotor do Internacional Jazz festival Ollion, José Luís Cruz, do México, disse que há mais de 20 anos que estão a trabalhar para facilitar a mobilidade dos grupos africanos para as Américas, na mobilização dos grupos da América do Sul para a América central e do Norte, mas que não tem sido muito fácil.

“Os governos têm que ter uma maior flexibilidade na atribuição vistos para que possamos trabalhar nesses mercados. A política norte-americana é difícil, porque o Governo tem aplicado regras desfavoráveis para a mobilidade, mas na América Latina estamos flexibilizando isto para que não haja esse muro”, considerou.

Para José Luís Cruz, com a livre circulação nesse espaço os artistas poderão ter oportunidade de expandir, de conhecer novas culturas, novos territórios e ter muito mais oportunidade.

Antes de procurar uma digressão, este produtor aconselha os artistas a visitarem esses países constantemente, a conhecerem um pouco a sua realidade, fazer contactos e participar nas conferências.

Por sua vez, a cabo-verdiana Anane Vega, que reside nos Estados Unidos da América, onde é produtora de Dj, aconselha os artistas a serem inovadores, a usarem as diferentes plataformas para entrarem em contacto com as produtoras internacionais e mostrar aquilo que sabem fazer na música.

“As vezes, entrar neste mercado é sorte, mas temos que ter muita fé, trabalhar muito, ter uma força de vontade para trabalhar no ponto onde é o mercado é uma constante. Ser inovador, e não copiar os outros artistas, é outra porta de entrada”, acrescentou.
Para o período da tarde está previsto o debate sobre “HIP HOP: como construir uma marca e negócios como artista independente”.
AM/JMV
Inforpress/Fim

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