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Alzheimer afecta mais de 42 mil idosos em Cabo Verde – neurologista

 

Cidade da Praia, 21 Set (Inforpress)- A doença de Alzheimer afecta mais de 41 mil idosos cabo-verdianos, número que aumenta para mais de 35,5 milhões de pessoas em todo o Mundo.

Os números sobre a doença no Arquipélago foram avançados hoje, Dia Mundial do Alzheimer, pela neurologista do Hospital Agostinho Neto (HAN) na Praia, Albertina Fernandes Lima.

A médica, que falava hoje aos jornalistas, momentos antes de presidir à palestra sobre “Alzheimer: Causas, sintomas, tratamento e prevenção”, evento promovido pela Câmara Municipal da Praia, no âmbito do Dia Mundial do Alzheimer, celebrado hoje, 21, revelou que a patologia atinge pessoas com idade superior a 60 anos.

“Neste momento, não existem dados concretos, mas estima-se que em Cabo Verde existem mais 42 mil pessoas idosas com a doença, sendo que a maior parte começa com tendência para esquecer”, indicou.

Entretanto, disse que não existe uma causa exacta para a doença, mas que pessoas com antecedentes familiares e com idade superior a 65 anos tem maior chance de contrair a doença, sobretudo pacientes com doenças genéricas como traumatismo craniano, doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

Para a neurologia, o apoio é muito importante, sobretudo na fase inicial, lembrando que pessoa afectada não tem a consciência da sua doença e começa a ter esquecimento para factos recentes, com alterações no próprio comportamento e na actividade de vida diária.

“Tendo em conta que é uma doença sem cura, é muito importante manter os doentes sempre no activo, com actividade física, leitura, praticar jogos sobretudo uril, um jogo em Cabo Verde é muito praticado, para estimular a memoria dos pacientes”, sublinhou.

Por seu turno, a coordenadora do Centro de Dia de Castelão da CMP, Isabel Delgado, avançou que o objectivo é que os idosos conheçam e tenham mais informações sobre a doença, mas também estejam atentos aos sintomas e formas de prevenção.

“No Centro de Dia, trabalhamos com técnicas de animação cognitiva para estimulação de memória, actividades físicas, trabalhos manuais, reciclagem”, explicou a coordenadora que assegurou que essa actividades são realizadas também nas comunidades.

Segundo os dados do relatório mundial sobre a doença de Alzheimer de 2016, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada três segundos há uma pessoa no mundo com diagnóstico de demência, um problema que atinge 50 milhões de pessoas e que se estima que em 2050 triplique.

As demências podem atingir 75,6 milhões de pessoas em 2030 e em 2050 chegar a mais de 130 milhões.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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