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Além de técnicas de atendimento à vítima de VBG é preciso ter sensibilidade – formadora (c/áudio)

Espargos, 09 Set (Inforpress) – A formadora Dionara Anjos, que está a ministrar uma capacitação sobre Violência Baseada no Género, durante dois dias na ilha do Sal, advertiu hoje que além de técnicas de atendimento à vítima de VBG é preciso ter sensibilidade.

“Porque as vítimas de VBG não são vítimas de qualquer tipo de crime, de um crime praticado por um estranho ou uma estranha (…), são vítimas numa situação em que existe sentimento envolvido. É diferente atender-se uma vítima de VBG e uma vítima de um furto ou roubo. Então é preciso ter sensibilidade”, esclareceu Dionara Anjos que falava em declarações à Inforpress.

Segundo a formadora, qualquer pessoa pode aprender as técnicas de atendimento à vítima, porém insiste que mais do que técnicas é preciso ter muita sensibilidade da matéria e situação.

Na qualidade de formadora explicou que para se compreender o que é Violência Baseada no Género (VBG), vai se reflectir, em conjunto, durante esses dois dias de trabalho, sobre o que é Género e debater sobre a Violência Baseada no Género, trabalhar o conteúdo da lei e regulamentação.

Técnicas de atendimento às vítimas de VBG é outro módulo que deverá ser desenvolvido no decurso desta acção de formação.

“É muito importante que os participantes saibam o conteúdo da lei VBG para compreenderem a responsabilidade de cada instituição do âmbito da sua implementação”, considerou a mesma fonte, apontando que as pessoas, a sociedade, a comunidade, falam de VBG mas não conhecem exactamente, o conceito e o conteúdo desta lei.  

“Vamos estar aqui a trabalhar técnicas de atendimento à vítima, mas vamos reflectir, também, sobre os nossos preconceitos, sobre tudo que temos guardado dentro de nós que pode impedir um bom atendimento à vítima”, explicou.

Dionara Anjos ilustrou que há vítimas que já passaram muitas vezes pelos gabinetes de atendimento, facto que, conforme disse, leva as pessoas a questionarem que se não saem da situação de violência, não deixam o agressor, é porque gostam da situação.

“Na verdade, não é isso. Existe muita coisa envolvida: o medo, a vergonha, a insegurança, a dependência económica, a dependência emocional… Então, é preciso reflectirmos, que essa vítima está numa situação de fragilidade e com uma autoestima muito baixa”, explicou, enfatizando, que o atendimento tem de ser “realmente sensível” para este tipo de situações.

Dionara Anjos concluiu, salientando, que a lei VBG não determina o sexo da vítima ou do agressor, trabalha as questões de um exercício de poder em razão do género, em razão das construções sociais e em determinados momentos pode haver uma inversão dos papéis, isto é, ao invés do agressor ser homem, a agressora ser mulher.

“Mas é importante percebermos que qualquer pessoa pode ser vítima. Mesmo se não for, efectivamente, uma violência baseada no género, é uma violência, e tem que ser tratado, apoiado, atendido, seja ele homem ou mulher, quem quer que seja, com a mesma clareza e sensibilidade”, finalizou.

SC/HF

Inforpress/Fim

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